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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

07/11/2008 10:55

Em Corumbá, PF prendeu 11 servidores da Receita Federal

Redação

A PF (Polícia Federal) já prendeu 11 servidores da Receita Federal, em Corumbá, na operação desencadeada em oito Estados, com objetivo de desmantelar grupos criminosos de combate a fraude ao fisco.

De acordo com informações apuradas pelo site Capital do Pantanal, os oito auditores e os três analistas foram presos em casa. Por conta da operação Vulcano, o prédio da Receita na cidade está fechado e os demais servidores foram impedidos de entrar.

A Justiça Federal expediu 33 mandados de prisão e 49 de busca e apreensão para Corumbá. Há empresários também presos. Falta ser cumprido apenas um mandado de prisão no município.

Também já foram presas duas pessoas em Campo Grande, uma delas é empresário; uma em Ponta Porã e uma em Dourados. Para estas três cidades são cinco mandados de busca e apreensão. Há ainda um mandado de prisão em aberto, na Capital.

As quadrilhas desmanteladas hoje começaram a ser investigadas em 2006, e a estimativa da Receita é que o prejuízo causado aos cofres públicos chegue a R$ 600 milhões.

Segundo a PF, os presos estão envolvidos com a "exportação fictícia" de insumos de cerveja e de pneus. Estão envolvidas empresas importadoras e exportadoras, transportadores, despachantes aduaneiros, empresas concessionárias de serviço público, servidores públicos e outros agentes privados.

Em outra estratégia da quadrilha, mercadorias estrangeiras, principalmente produtos têxteis e alimentícios, entravam em território nacional com subfaturamento, com declaração diferente de quantidade e qualidade e com falsificação de sua origem, já que produtos chineses e coreanos eram importados como se fossem bolivianos para utilizar benefícios fiscais destinados ao países do Mercosul.

Os presos serão indiciados por crimes como crime contra a ordem tributária, facilitação de contrabando e descaminho, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica, formação de quadrilha, crime contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro.

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