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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

08/07/2013 08:49

Empresa começa a pagar operários demitidos de obra da Petrobras

Aliny Mary Dias
Representantes de empresa chegaram ao hotel na manhã de hoje (Foto: Marcos Ermínio)Representantes de empresa chegaram ao hotel na manhã de hoje (Foto: Marcos Ermínio)

Representantes da empresa UFN3, contratada pela Petrobras para construção da fábrica de fertilizantes em Três Lagoas, chegaram na manhã de hoje (8) em Campo Grande e deram início aos acertos da rescisão de contrato de 200 funcionários que estão em hotéis da cidade desde a última quarta-feira. A maioria veio do nordeste, em busca de uma boa renda em Mato Grosso do Sul.

Os representantes disseram ao Campo Grande News que não estão autorizados a falar sobre as rescisões, mas que os funcionários serão chamados em grupos para as reuniões e os acertos.

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Genílson Duarte, afirma que o combinado até ontem (7) era que o pagamento aos operários seria feito na sede do Sintracom (Sindicado dos Trabalhadores da Construção Civil), mas a empresa mudou de ideia e desistiu de fazer os pagamentos no local.

“Nós tínhamos montado uma estrutura para as reuniões, mas ontem a noite a empresa disse que não iria mais e que tudo seria feito aqui no hotel”, afirma.

Entre os trabalhadores há um consenso: todos querem receber o combinado, exigem que não haja desconto dos dias de greve e querem as passagens para voltar para casa. Os operários afirmam que a empresa se comprometeu em não descontar os dias parados, mesmo assim, alguns funcionários receberam pouco mais de R$ 300 no último pagamento.

“Nós temos salários de R$ 1,7 mil, R$ 1,3 mil e teve gente que recebeu R$ 200. É um absurdo, a empresa tinha dito que não iria descontar esses dias. Nossas horas extras também não foram acertadas”, afirma Rodrigo Azevedo, de 25 anos.

Para o marceneiro José Wadson, de 25 anos, houve descaso com relação à fiscalização das condições de trabalho e do acerto realizado pela empresa. “Eu nunca vi uma coisa tão mal feita como essa. O Ministério do Trabalho e o Sindicato não nos ajudam, só queremos nosso dinheiro e voltar para casa”, conta o operário.

Os funcionários contam ainda que a maioria não disse aos familiares sobre a situação para não preocupá-los. Os acertos devem durar todo o dia e os operários dizem que só irão embora depois que todo o valor for quitado.

Operários querem que valor da rescisão seja quitado ainda hoje (Foto: Marcos Ermínio)Operários querem que valor da rescisão seja quitado ainda hoje (Foto: Marcos Ermínio)

Os problemas começaram no último dia 19 de junho quando cerca de 3 mil funcionários, maioria do Nordeste, entraram em greve para reivindicar melhores condições de trabalho, aumento salarial e do ticket alimentação.

Uma reunião de conciliação entre o sindicato da categoria e a empresa foi realizada um dia depois no TRT (Tribunal Regional do Trabalho). O resultado do encontro foi uma liminar que determinava a volta imediata ao trabalho por parte dos funcionários.

Indignados com o resultado da audiência, os operários bloquearam a BR-158 na manhã do dia 21 e os atos culminaram na depredação, destruição de parte do alojamento e fogo em um ônibus na noite do dia 1º de julho.

Cerca de 200 funcionários foram demitidos e levados para hotéis de Campo Grande na última quarta e aguardam o recebimento da rescisão do contrato. Uma equipe com representantes da UFN3 chegou na manhã de hoje no Hotel Internacional da cidade e começou o acerto com o grupo.



Toda manifestação é legítima.

Agora quebrar e fazer o que fizeram e não quererem que seja descontado ja é uma absurdo. O prejuizo fica com a empresa?

A verdade é que na manifestação quebraram e incendiaram patrimonio da empresa.

A manifestação Pacifica é valida agora depredação nao.
 
Orivaldo Mundim em 08/07/2013 12:35:11
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