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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

12/09/2017 08:58

Estado repassa R$ 4,8 milhões para destravar construção de 285 casas

No entanto, ainda não há prazo para conclusão, pois município ainda vai licitar aquisição de material

Mayara Bueno
Famílias continuam debaixo de lona no Jardim Canguru . (Foto: Adriano Fernandes/Arquivo)Famílias continuam debaixo de lona no Jardim Canguru . (Foto: Adriano Fernandes/Arquivo)

O Governo de Mato Grosso do Sul liberou os R$ 4,8 milhões, prometidos para a conclusão das casas dos moradores da antiga Cidade de Deus, para a Prefeitura de Campo Grande. O convênio acontece pouco mais de um ano e meio desde a transferência deles para quatro loteamentos diferentes.

O extrato do convênio foi divulgado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira, dia 12. O dinheiro será destinado à compra de material de construção e equipamentos, "para serem aplicados na conclusão de unidades habitacionais, no município de Campo Grande".

No entanto, o contrato não especifica o fim para qual a verba vai. Mas, conforme a assessoria de comunicação, trata-se da conclusão das casas. O pacto oficializado aconteceu entre a Emha (Agência Municipal de Habitação Popular) e Agehab (Agência Estadual de Habitação).

Conforme o diretor-presidente da agência municipal de Habitação, Eneas José de Carvalho, agora será aberto o processo licitatório para aquisição do material. Portanto, afirma, ainda não é possível estimar quando as casas estarão prontas.

No total, são 327 famílias divididas em quatro áreas, Bom Retiro, Vespasiano, José Teruel e Canguru. Somente 42 casas foram erguidas, mas que ainda precisam passar por reparos, além da colocação de piso e pintura.

Por enquanto, os moradores ainda vivem em casas improvisadas no fundo da área onde serão erguidas, mas alguns deles já passaram por qualificação com a Funsat (Fundação Social do Trabalho), já que eles mesmo serão os construtores das unidades habitacionais.

Convênio - O Governo de MS anunciou que repassaria a verba em abril. As famílias de Cidade de Deus sofrem desde março de 2016, quando a favela foi dissolvida pelo então prefeito Alcides Bernal (PP), com a promessa de que seus barracos seriam substituídos por loteamentos com casas de alvenaria, com telha e acabamento. Mas o que encontraram, na verdade foram obras incompletas.

 




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