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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

29/07/2012 11:58

Fácil acesso a medicamentos deve aumentar casos de intoxicação, alerta CRF

Nicholas Vasconcelos e Paula Vitorino
Medicamentos que não exigem prescrição médica vão voltar a ter acesso livre dos consumidores. (Foto: Minamar Júnior)Medicamentos que não exigem prescrição médica vão voltar a ter acesso livre dos consumidores. (Foto: Minamar Júnior)

A volta do livre acesso a medicamentos em farmácias e drogarias deve aumentar o número de intoxicações causadas por remédios, alerta o CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul).

A resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicada na última sexta-feira (27), determinou que os medicamentos isentos de prescrição médica voltem a ficar expostos nas gôndolas onde o consumidor tem acesso direto, contrariando uma decisão da própria Agência, que em 2009 restringiu esse acesso.

Para o diretor do CRF/MS, Adam Adami, a partir do momento em que o consumidor pegar os medicamentos em prateleiras os casos de intoxicação vão aumentar, com a volta das chamadas farmacinhas caseiras. “A decisão libera os medicamentos isentos de prescrição, mas o medicamento não é isento de risco”, esclarece.

Segundo Adam, remédios para a dor, como dipirona e parecetamol, têm acesso livre para o consumidor, no entanto podem oferecer sérios riscos se consumidos sem orientação.

“O dipirona é proibido em vários países, ele pode causar sérios problemas na medula óssea”, questiona. O farmacêutico lembra ainda que o paracetamol pode causar hepatite ou falência do fígado quando combinado com o álcool.

“A farmácia vai voltar a ser uma loja de conveniência e o remédio vai se tornar um produto como outro qualquer e que pode causar sérios problemas”, declarou.

A Anvisa liberou a venda dos remédios do lado de fora do balcão após resultado de consulta pública e afirmando que a restrição não diminuiu os casos de intoxicação. Segundo a Agência, a liberação traz benefícios ao consumidor.

A consumidora Nadir Teodoro, de 44 anos, aprovou a liberação da Anvisa. Ela acredita que facilita para o consumidor poder chegar na farmácia, ver o medicamento, escolher e já levar.

"Muitas vezes o farmacêutico já está ocupado e a gente sabe os medicamentos que sempre usa. Costumo comprar sempre esses comprimidos para dor muscular", diz.

Já outra consumidora, que não quis ter o nome divulgado, compartilha da mesma opinião do CRF/MS. Ela credita que os medicamentos deveriam ficar restritos para evitar o risco da famosa automedicação.

A farmacêutica Ana Paula Gelain diz que geralmente os clientes preferem o medicamento do lado de fora, mas que é importante sempre ter a orientação de um profissional, independente da localização do remédio.

A reportagem do Campo Grande News constatou que algumas farmácias ainda não retiraram os medicamentos do lado de dentro do balcão.

O proprietário da drogaria Alvorada, Nelson Fraide, explica que quando a exposição dos medicamentos foi proibida o estabelecimento precisou passar por adequações e agora, com a liberação, o ambiente vai precisar ser mudado novamente.

Regra - De acordo com a nova norma, os medicamentos de venda livre devem ficar em área diferente de produtos cosméticos e voltados para dietéticos, por exemplo, e devem ser organizados por princípio ativo para permitir a fácil identificação pelos usuários.

A resolução também exige que, na área destinada aos medicamentos, cartazes sejam posicionados com a seguinte orientação: “MEDICAMENTOS PODEM CAUSAR EFEITOS INDESEJADOS. EVITE A AUTOMEDICAÇÃO: INFORME-SE COM O FARMACÊUTICO”.

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O que as autoridades devem se preocupar é com o fácil acesso as bebidas alcoolicas, cigarros e outras drogas que matam e destroem a sociedade, e não com medicamentos, pra voces, é fácil conseguir uma receita médica, mas para a maioria dos brasileiros, demora de tres a cinco meses, até lá...
 
Jorge Miranda em 30/07/2012 07:19:55
Uma pena essa resolução. Como profissional de saúde acredito, trabalhando na área, creio ser um retrocesso. Qualquer país mais sério limita o acesso a medicamentos.
 
Sandro Benites em 29/07/2012 10:12:29
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