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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

24/03/2017 11:00

Fácil de ser achada, linha mais forte que cerol pode ser proibida em MS

Projeto será avaliado pelos deputados, na Assembleia Legislativa

Leonardo Rocha
Rapaz mostra linha chilena, muito usada nos bairros da cidade (Foto: André Bittar)Rapaz mostra linha chilena, muito usada nos bairros da cidade (Foto: André Bittar)
Guarda Municipal faz apreensão de pipas com cerol e linhas chilena (Foto: Divulgação)Guarda Municipal faz apreensão de pipas com cerol e linhas chilena (Foto: Divulgação)

Fácil de ser encontrada nas ruas de Campo Grande, apesar de ser proibida por lei, a linha "chilena", que é quatro vezes mais forte que o cerol, pode ter sua restrição estendida para todo Mato Grosso do Sul. O produto é vendido nos bairros da cidade e usado até em festivais de pipas.

Já foram registrados casos de lesões corporais graves, que até poderiam ter levado a morte motociclistas e pedestres que atravessaram vias públicas e foram cortadas por estas linhas. 

O Campo Grande News conversou com alguns adolescentes que utilizam a "linha chilena", que disseram ser comum a venda do produto em vários locais da Capital e muito usado pelos colegas tanto durante a semana, com em festivais e disputas de pipas, nos bairros. Eles reconheceram que ela substitui o famoso "cerol", por ser mais forte e "cortante".

O morador do bairro Caiobá, Antônio Chaves, de 57 anos, comentou que sempre solta pipa com seu filho mais novo, mas pondera que não o deixa usar estes produtos cortantes. "Só usamos linha normal, porque temos consciência que é perigoso, pode machucar alguém que passa pelas ruas, mas sabemos que muita gente usa".

Chaves ponderou que a prática é muito comum no seu bairro, porque no local não tem outras opções de lazer. "Não temos praça e nem campo de futebol, por isso soltar pipa ainda é a diversão da garotada, mas deve ser feita com cuidado e sem perigo".

Denúncias - A população já começou a denunciar os casos, tanto que a Guarda Municipal de Campo Grande já fez várias ações e apreensões do produto.

O comandante da Guarda Municipal de Campo Grande, GiuseppeBertazzoni, alertou que esta prática é perigosa e que a corporação já atendeu muitos chamados e denúncias, sobre o uso desta linha na Capital.

"Já tivemos vários casos e os guardas sempre fazem a devida orientação e retira de circulação, é sempre bom conscientizar e as pessoas podem ligar para denunciar pelos telefones 153 e 199", disse ele.

Proposta - O projeto de lei que proíbe a chamada "linha chilena", em todo Estado de Mato Grosso do Sul, segue em tramitação na Assembleia Legislativa, e vai avaliado em breve, pelos deputados. O autor da medida, Paulo Siufi (PMDB), lembra que a preocupação é que diminuam os acidentes graves, por esta prática.

“O cerol, que é uma mistura cortante de vidro moído e cola, já é proibido. Hoje, as pipas ganham as ruas das cidades, mas não teria problema se não fosse usada a linha chilena, fabricada com alumínio e corta como faca, podendo provocar mutilações e mortes", ponderou.

Estão previstas medidas socioeducativas se forma descumprido esta medida, sendo que pais e responsáveis poderão responder como coautores de prática ilícita, praticados pelos seus filhos. Caso seja aprovada na Assembleia, a proposta ainda passa pelo crivo do governador Reinaldo Azambuja.

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