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Campo Grande, Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

11/11/2010 10:33

Federações de MS se unem em campanha contra a CPMF

Redação

De novo, discussão vem à tona em função da vontade do governo federal em ressucitar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), motivo de campanha contra, lançada hoje em Mato Grosso do Sul.

Uma pesquisa realizada pela Fiems (Federação das Indústrias) mostra que a arrecadação tributária tem aumentado nos últimos anos, assim como os valores gastos com a Saúde.

O arrecadado em 2009 ultrapassou R$ 1 trilhão, enquanto na Saúde foram gastos cerca de R$ 61,5 bilhões. O que não implica, no entanto, que esse valor seja suficiente para solucionar os problemas do setor.

Os valores foram divulgados para mostrar que para investir mais na área da saúde é necessário, segundo a federação, melhor planejamento do dinheiro público.

O imposto deixou de ser cobrado em 2008, sendo que em 2007, o valor arrecadado com a CPMF foi de R$ 36,7 bilhões, enquanto a receita total ficou em torno dos R$ 900 bilhões.

Em 2007 foram gastos com a saúde R$ 45,6 bilhões de reais, o que segundo a Fiems mostra que o imposto não conseguiu suprir os valores necessários para a melhora do setor.

Campanha - Junto com Fecomércio (Federação de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), FDCL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas), Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul); a Fiems organiza um movimento contra o retorno da CPMF.

Na manhã desta quinta-feira, no auditório da federação, aconteceu o lançamento da campanha "Saúde sim, chega de imposto", que contou com a presença de representantes de todos as federações envolvidas.

O que o movimento defende é uma melhor utilização do dinheiro arrecadado com impostos. "Os orçamentos das prefeituras e estados devem ser reordenados nos moldes que praticamos em nossas empresas", diz o diretor presidente da Fiems Sergio Longen.

O diretor presidente da Famasul Eduardo Riedel afirma que a meta é fazer o alerta e estimular não somente as classes envolvidas no movimento, mas também os representantes do Estado em Brasília, que votarão o retorno da CPMF.

"Estamos em uma luta muito forte em cima da gestão pública. A campanha tem como foco alertar a classe política. Cobrar uma postura deles em relação ao tema", diz Riedel.

A população também é muito importante no embate contra a volta dom imposto. "Mobilizar também a sociedade contra a implementação e retorno da CPMF", diz o presidente da Famasul.

Roberto Rech, um dos diretores da Fecomércio que representou o presidente da referida federação Edison Araújo, existem alternativas para resolver o problema da saúde que não a volta do tributo.

"Não tem nenhum sentido resolver o problema da saúde com mais um imposto. O término foi uma conquista do trabalhador", diz o diretor da Fecomércio.

Leocir Montagna, presidente da Faems, diz que a CPMF é um imposto sem sentido. "A CPMF não cumpriu o papel de melhorar a saúde. Depois do fim do imposto cresceu a arrecadação. O que precisa é gestão", afirma.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) vai apoiar também a campanha. "Queremos unir nossas forças à FIEMS para impedir que essa proposta lesiva à população não seja levada adiante", disse Leonardo Avelino Duarte, presidente da ordem.

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