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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

21/02/2008 15:32

Fifasul é processada por venda de diploma desde 2003

Redação

Acusada em inquérito concluído este mês pela PF (Polícia Federal) em Dourados de vender diplomas de graduação a 23 funcionários da Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário), a Fifasul (Faculdades Integradas de Fátima do Sul) já é alvo em outro processo, pelo mesmo motivo, movido em 2003 pelo MPF (Ministério Público Federal). Esse processo está na fase de depoimento das testemunhas de acusação e ainda não tem prazo para ser concluído.

A denúncia do MPF aponta que, entre 1998 e 2003, 75 pessoas compraram diplomas de graduação da Fifasul, que teria lucrado R$ 780 mil com a negociata. A ação tem comom réus oito pessoas à época ligadas a instituição.  Entre os denunciados estão a fundadora e diretora da faculdade, Iveli Monteiro, quatro funcionários e três pessoas encarregadas de intermediar a venda dos diplomas em Campo Grande e em São Paulo. Os outros denunciados são Maria Conceição da Silva, Maria Aparecida Marinello do Amaral, Cícero Rosa dos Santos, Vilson Sotolani Ribeiro, Sebastião da Silva Ribeiro Netto, Valdenir Saraiva e Nildo Roberto de Andrade.

A investigação começou a partir de denúncias anônimas. Documentos e testemunhos fundamentaram a ação apresentada à 2ª Vara Criminal Federal de Dourados. Durante a apuração, foi descoberto que um diploma era vendido por R$ 5,1 mil, valor parcelado em até 15 vezes. Diligências na instituição de ensino e na casa de acusados resultaram na apreensão dedocumentos comprobatórios da venda e divisão de tarefas. Entre os documentos, guias de depósito, cheques, notas promissórias, correspondências e relação de alunos com valores recebidos.

Durante o trabalho de investigação, alguns dos formados admitiram que sabiam da falsidade e que sequer freqüentaram aulas, outros falaram em ensino à distância. Houve até quem disse que freqüentou as aulas, embora morasse no estado de São Paulo ou outras cidades de Mato Grosso do Sul distantes de Fátima do Sul.

Os réus são acusados de falsidade falsidade ideológica, que tem pena prevista de um a cinco anos de prisão e multa e uso de documento falso, que  dá pena de dois a seis anos de multa. Outra acusação, de formação de quadrilha, tem pena de um a três anos de reclusão.

A diretora da Fifasul, Iveli Monteiro, chegou a ingressar com um pedido de hábeas corpus preventivo para se garantir contra uma eventual prisão preventiva, mas não chegou a ter a prisão pedida.

Silêncio - O advogado que a representa na ação, Carlos Alberto de Jesus Marques, disse hoje ao Campo Grande News, que a cliente foi orientada a não falar à imprensa sobre a nova acusação no inquérito  concluído pela PF no dia 8 deste mês. Segundo ele, qualquer manifestação só virá depois que a defesa tomar conhecimento formal das acusações.

A Agepen, onde trabalham os 23 servidores acusados de comprar diploma da Fifasul na nova denúncia, também mantém silêncio sobre  o assunto. Os servidores, alguns deles diretores de presídio, continuam nos cargos, mesmo sob acusação de estelionato e uso de documento falso. Pelas investigações, eles usaram o expediente da compra do diploma para se enquadrar numa lei de 2002 que exigiu cargo superior para as funções de segurança na Agepen, e com isso ampliar os salários em 40%. O Campo Grande News apurou que parte dos funcionários também usou os mesmos documentos irregulares para fazer pós-graduação, e ganhar um adicional de 15% nos vencimentos.

O inquérito sobre o assunto, enviado primeiramente à Justiça Federal, foi encaminhado ontem ao MPF (Ministério Público Federal), que deverá protocolar a denúncia contra os acusados.
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