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Cidades

Após morte de acadêmico, estudantes pedem estrutura médica nas universidades

Documento cita ocorrido em Dourados e solicita ambulâncias, equipes e pronto atendimento nos campus

Por Gabi Cenciarelli | 20/05/2026 18:33
Após morte de acadêmico, estudantes pedem estrutura médica nas universidades
O acadêmico do curso de Engenharia de Energia da UFGD, Felipe Gebra Pasqiuini (Foto: Redes Sociais)

A morte do acadêmico Felipe Gebra Pasqiuini, de 20 anos, dentro da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), motivou estudantes da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) a cobrarem a criação de estruturas de pronto-atendimento médico nas unidades da instituição. O pedido foi formalizado nesta terça-feira (20), por meio de ofício encaminhado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes) à reitoria e à Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Equidade e Permanência Estudantil.

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Estudantes da UEMS encaminharam ofício à reitoria pedindo a criação de estruturas de pronto-atendimento médico nos campi após a morte de Felipe Gebra Pasqiuini, de 20 anos, dentro da UFGD. O jovem passou mal, sofreu convulsão e não resistiu enquanto aguardava o Samu. O DCE sugere implantação de postos de atendimento, ambulâncias, desfibriladores e capacitação em primeiros socorros para servidores e estudantes.

No documento, os universitários afirmam que a morte do estudante da UFGD gerou “intensa comoção em toda a comunidade universitária da região” e reacendeu um debate considerado urgente sobre as condições de atendimento emergencial dentro das instituições de ensino superior.

Os estudantes destacam principalmente a situação da Cidade Universitária de Dourados, onde funciona uma unidade da UEMS localizada a cerca de 14 quilômetros da área urbana do município. Segundo o DCE, a distância pode se tornar crítica em situações que exigem atendimento imediato, como acidentes, mal súbito e crises de saúde.

“O cuidado com a permanência estudantil envolve igualmente a garantia de condições adequadas de acolhimento, proteção e assistência em momentos de vulnerabilidade e emergência”, diz trecho do ofício.

Entre as medidas sugeridas pelos estudantes estão a implantação de postos de pronto-atendimento dentro dos campi, presença de ambulâncias em unidades estratégicas, instalação de desfibriladores, criação de protocolos institucionais de emergência e capacitação periódica de servidores, docentes e representantes estudantis em primeiros socorros.

O documento pede ainda que a discussão não fique restrita apenas às unidades afastadas dos centros urbanos, mas alcance todos os campi da universidade, levando em consideração as particularidades regionais.

O ofício é assinado pela presidente do DCE/UEMS, Janaína Ferreira Silva.

Morte dentro da universidade - Felipe Gebra Pasqiuini era acadêmico do curso de Engenharia de Energia da UFGD e morreu na manhã da última quinta-feira (15), após passar mal dentro da instituição.

Conforme divulgado pela universidade, o estudante sofreu uma convulsão e começou a perder a consciência enquanto estava no campus. Colegas acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e receberam orientação para colocá-lo de lado até a chegada da equipe médica. Durante a espera, o jovem apresentou coloração arroxeada na pele e não resistiu.

Em nota divulgada após a morte, a UFGD lamentou o ocorrido, informou que Felipe havia ingressado na universidade em 2024 e suspendeu as atividades acadêmicas naquele dia em sinal de luto.

“A UFGD, neste momento de dor, se solidariza com sua família e seus amigos e expressa as mais sinceras condolências”, informou a instituição.