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Cidades

Funcionários do Banco do Brasil cruzam os braços hoje contra plano de carreiras

Por Luciana Brazil | 30/04/2013 08:17

Funcionários do Banco do Brasil cruzaram os braços em todo país, na manhã de hoje, em protesto contra o novo plano de carreiras adotado pela instituição. Hoje, clientes do banco, em vários locais do país, só poderão fazer operações e serviços bancários nos caixas eletrônicos ou pela internet.

Os sindicatos exigem a abertura de negociação e dizem que o plano foi implementado sem consulta aos trabalhadores.

Entre as principais reclamações está a redução de adicionais para os cargos em comissão e para as funções gratificadas. O novo plano reduz o adicional de função gratificada de seis horas e do adicional de função de confiança para os comissionados que trabalham oito horas, conforme a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), entidade filiada à Cut (Central Única dos Trabalhadores) que representa os bancários.

A nova fórmula de cálculo do valor de referência (VR), usado para definir os reajustes salariais nas prorrogações profissionais, também foi criticado pela Contraf. Segundo a entidade, o VR, que era considerado o piso salarial para cada cargo, foi transformado em teto.

Assim, adicionais de mérito e outras verbas não poderão ser incorporados ao salário dos trabalhadores comissionados porque o VR ultrapassaria o valor correspondente ao cargo.

Desde fevereiro em vigor, o novo plano de carreiras do Banco do Brasil definiu dois tipos de cargo: os comissionados, com jornada de oito horas, e os demais, com seis horas diárias. Os bancários alegam que funcionários que ocupam cargo em comissão foram obrigados a aceitar jornadas e salários menores e que os atuais cargos comissionados não serão mais preenchidos por funcionários com o mesmo salário.

De acordo com o Banco do Brasil, foi dada a opção para que os funcionários permanecessem nas funções de confiança ou optassem pela jornada de seis horas. A instituição cita ainda pesquisas internas que mostrariam que a maioria dos trabalhadores está satisfeita com o novo plano.

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