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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

20/02/2014 17:07

Governador busca R$ 9 bilhões para estradas, ferrovias e presídios

Lidiane Kober
André e comitiva foram recebidos pelo ministro dos Transportes, que prometeu priorizar BR-419 e ferrovias (Foto: Divulgação)André e comitiva foram recebidos pelo ministro dos Transportes, que prometeu priorizar BR-419 e ferrovias (Foto: Divulgação)

Acompanhando de comitiva, o governador André Puccinelli (PMDB) passou esta quinta-feira (20) peregrinando por ministérios em Brasília atrás de cerca de R$ 9 bilhões em investimentos ao Estado. A meta é duplicar as vagas nos presídios para acabar com a superlotação e dar largada a obras estratégicas a fim de assegurar logística e garantir competitividade aos produtos sul-mato-grossenses.

Pela manhã, ao lado dos secretários Edson Giroto (Obras e Transporte) e Vantuir Jacini (Segurança Pública), André participou de audiência com ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo Giroto, até o final do mandato, o governador vai contratar empresa para construir dois presídios masculinos e um feminino a fim de cumprir a promessa de dobrar as vagas.

Na ala feminina, serão mais 407 lugares e 991, aos homens. “Fomos pedir complementação de R$ 6 milhões para abrir mais 215 vagas masculinas”, informou Giroto, em entrevista por telefone. Confirmado o pedido, o projeto exigirá investimento de R$ 51 milhões. “O Estado já tem terreno e dará mais 20% de contrapartida”, completou o secretário.

Logo depois, a equipe foi ao Ministério da Integração Nacional reivindicar R$ 500 milhões para pavimentar 265 quilômetros entre Aral Moreira e Mundo Novo. “É a continuidade da MS Sul-Fronteira para incentivar a economia e a relação com o Paraguai, proporcionando desenvolvimento regional”, ressaltou Giroto.

Promessa de Dilma - À tarde, engrossaram a comitiva os senadores Waldemir Moka (PMDB), Rubens Figueiró (PSDB) e os deputados federais Fábio Trad (PMDB) e Vander Loubet (PT) para cobrar promessa da presidente Dilma Rousseff (PT) no Ministério dos Transportes. Eles foram recebidos pelo ministro César Augusto Rabello Borges.

Na última passagem por Campo Grande, Dilma se comprometeu a incluir a pavimentação de 228 quilômetros da BR-419, entre Aquidauana e Rio Verde no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). “O ministro nos garantiu que a análise técnica e o projeto estão prontos”, contou Moka. “Agora, vamos ao Ministério do Planejamento cobrar a inclusão do projeto no PAC” acrescentou.

O plano do governador, segundo Moka, é iniciar a obra antes do fim do mandato. A pavimentação exige investimento de R$ 486 milhões. “Saímos animados da audiência, porque o ministro deixou claro que o foco do governo é concentrar investimentos onde há cargas, onde precisa escoar a produção”, frisou Fábio Trad.

Ferrovias – Na mesma reunião, a comitiva aproveitou para saber a respeito do andamento dos projetos de trazer ferrovias para ligar Mato Grosso do Sul aos estados de São Paulo e Paraná. “A nossa preocupação eram informações de que São Paulo estaria fazendo gestão para as ferrovias não passarem por aqui, mas o ministro foi categórico e negou a possibilidade”, revelou Fábio Trad.

De acordo com Giroto, o investimento é bilionário e depende da iniciativa privada. “Serão realizadas concessões”, explicou. O secretário informou que ainda não foi definido o traçado, mas estima-se 800 quilômetros de ferrovia apenas em Mato Grosso do Sul. “Cada quilômetro, incluindo o material rodante (locomotivas e vagões) exige investimento de cerca de U$ 5 milhões, então, estima-se gasto de em torno de R$ 8 bilhões só no Estado”, detalhou.

Questionado se o projeto tem viabilidade econômica, ele não manifestou dúvidas. “Onde tem carga, há interesse”, comentou. “Só não região de Três Lagoas, são 8 milhões de toneladas produzidas por ano e, na região de Dourados e Maracaju, mas 7 milhões”, destacou. “Se não investir em logística, o País não vai conseguir andar e ser competitivo”, finalizou Giroto.



O MPF e o MPE precisam ficar de olho para que estes recursos não sejam utilizados para pagar campanha política.
 
antonio carvalho em 21/02/2014 08:53:38
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