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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

28/05/2018 12:08

Greve gerou queda nos abates em frigoríficos e prejuízo ainda é calculado

Segmentos que cuidam do setor disseram que balanço sobre perdas deve ser fechado em breve

Leonardo Rocha
Houve queda no número de abates em MS (Foto:  Claudio Vaz/Divulgação)Houve queda no número de abates em MS (Foto: Claudio Vaz/Divulgação)

A greve dos caminhoneiros gerou prejuízo e queda de abates nos frigoríficos de Mato Grosso do Sul, nestes oito dias de paralisação consecutivos. A informação foi confirmada pela Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul) e Assocarnes-MS (Associação de Matadouros, Frigoríficos e Distribuidoras de MS).

O presidente da Assocarnes-MS, João Alberto Dias, ressaltou que a maioria dos frigoríficos do Estado teve escala reduzida e funcionamento mais fraco durante esta semana, porém nenhum deles parou as atividades. Ele ponderou que somente daqui uns dias terá um balanço fechado de quanto foi o prejuízo, assim como dados específicos sobre a queda de abates.

“Houve uma queda acentuada de abates, mas não podemos especificar  este momento o tamanho desta redução, assim como eventuais prejuízos. Até o final desta semana teremos este número fechado para divulgar. O que podemos adiantar que caso a greve não termine, possa faltar alguns cortes no mercado ainda nesta semana”, disse Dias.

Ele ponderou que neste momento existe “liberação” nas estradas para o transporte de animais para os abates, mas entende que o retorno da “normalidade” nas atividades será gradual, de acordo com a diminuição da paralisação em Mato Grosso do Sul e em todo Brasil.

Produtores – O presidente da Acrissul, Jonatan Pereira Barbosa, também ponderou que só depois do fim da paralisação dos caminhoneiros, é que a entidade poderá fazer um balanço dos prejuízos que o setor teve durante esta manifestação. “Não pode dizer com exatidão neste momento o quanto deixou de ser abatido, assim como as perdas dos produtores, sabemos que houve uma redução acentuada”.

Ele também aguarda de forma “gradativa” o retorno das atividades, para que os frigoríficos voltem ao normal. “A situação deve regularizar nos próximos dias, entendemos que a paralisação foi justa, porque o Brasil autossuficiente traz um preço muito caro para os combustíveis, onerando o setor de transporte”.

JBS – Com sete unidades no Estado, a JBS também não divulgou os números de eventuais prejuízos ou queda no abate durante estes oito dias, apenas ponderou que “continua monitorando os impactos da greve e que está adotando medidas nas suas fábricas , que inclui inclui a paralisação de algumas unidades de carne bovina, aves e suínos, em razão da impossibilidade de escoar sua produção”.

Segundo a empresa, as paralisações têm como foco principal os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, e em menor escala, também em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Greve - A paralisação nacional dos caminhoneiros contra os aumentos sucessivos do diesel - que entrou hoje no 8º dia consecutivo - tem 50 pontos de bloqueios parciais em Mato Grosso do Sul, sendo 19 em rodovias federais e 32 em estaduais. Mesmo depois do presidente Michel Temer (MDB) anunciar medidas para tentar acabar com a greve dos caminhoneiros, a paralisação continua.

Manifestantes estacionados no Posto Caravágio, no anel viário de Campo Grande, afirmam que continuam o protesto em retribuição ao apoio popular. Além de redução no preço do diesel, a categoria quer que outros combustíveis tenham preço menor.



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