Em busca da siesta perfeita: de pijama, curta ou de café
A siesta, da mesma maneira que o sono noturno, está de alguma forma condicionada biologicamente. Nós humanos temos uma predisposição a sofrer uma queda do nível de alerta e de vigilância aproximadamente ao meio-dia, entre seis e oito horas depois de termos despertado.
A “sexta”.
De fato, a palavra “siesta” provém do latim “sexta”, que na Antiga Roma fazia referência à sexta hora do dia após o amanhecer, momento reservado para a pausa e descanso. A ciência já encontrou vários marcadores que indicam a existência dessa exigência de nosso corpo, inclusive sem ter comido antes do meio-dia.
Siesta de pijama?
Uma siesta longa e de sono profundo, todavia, não é recomendada pela ciência. Em um período de 15 a 60 minutos depois de acordar a pessoa terá lentidão mental, irritabilidade ou pior rendimento. De fato, após uma siesta longa, se vê o aumento de sofrermos um acidente laboral ou de tráfego. E, para piorar, esse tipo de siesta leva a um aumento do risco de problemas cardiovasculares e de atrasar o sono noturno.
A siesta curta.
Uma siesta curta, de 10 a 30 minutos, nos leva a um sono rápido, oferecendo benefícios e minimizando a inércia, a irritabilidade, e, praticamente, eliminando problemas cardiovasculares e de atraso do sono noturno. Esse tipo de siesta incrementa os níveis de alerta, de atenção e de tempo de reação, assim como a melhora do humor e da sensação subjetiva de energia. Ela também reduz a tensão arterial e dos níveis de estresse.
A modinha: siesta com café.
Nos últimos anos, especialmente nos países do sul da Europa, começou a popularizar a chamada “siesta com café”. Uma siesta curta que começa logo depois de tomarmos o café após o almoço. Dizem os estudiosos que os níveis de cafeína, após a ingestão de uma xícara de café, só começam a subir após 20 ou 30 minutos. Por isso, essa siesta produziria um despertar rápido, impedindo a indesejada siesta de pijama.
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