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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

19/10/2009 18:31

Índios fecham acordo para sair de 2 fazendas invadidas

Redação

Após uma reunião de mais de três horas, índios da etnia Terena de oito das nove aldeias de Sidrolândia (68 km de Campo Grande) fecharam acordo com produtores rurais e a direção da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) para levar a orientação de deixar duas das três fazendas invadidas.

Foi um acordo inédito, destoando do clima de rivalidade que se acirrou desde o início dos estudos antropológicos da Funai (Fundação Nacional do Índio) visando a demarcação de terras. A decisão de retirada das fazendas, no entanto, depende de aceitação das lideranças que permaneceram na aldeia.

Nas aldeias Barrerinha, Oliveira, Olho D'água, Água Azul, Recanto, Córrego do Meio, Lagoinha, Tereré e Buriti sede vivem 4.500 índios confinados em 2.090 hectares de área homologada. Eles reivindicam a demarcação de 17.200 hectares.

O acordo é que em troca da desocupação das fazendas 3R e Cambaró, representantes da Famasul viajem com líderes indígenas para São Paulo e pressionem o TRT 3ª Região para uma decisão célere sobre os estudos antropológicos e as demarcações de terras em Mato Grosso do Sul. Somente a fazenda 3R tem 302 hectares.

A outra fazenda invadida é a Querência São José, de Muniz Bacha, que não fez parte da proposta por falta de representante da aldeia Buriti na reunião.

Cercada de elementos de guerra (índios com arcos, flecha, lança e rostos pintados e produtores com seguranças por todos os cantos), a reunião de 3 horas e meia terminou com um aperto de mão entre o presidente da Famasul, Ademar Silva Junior, e o representante do Conselho Estadual dos Direitos do Indio, Vinício Jorge.

Ruralistas e indígenas dizem que são favoráveis a uma decisão célere, apesar de cada um defender um resultado diferente. Vinício Jorge afirmou que havendo aceitação dos lideres que permanecem nas duas fazendas, os índios deixarão aquelas terras às 10 horas de amanhã.

"Queremos que o Judiciário chegue ao final do impasse. Eu acredito que há um entendimento", afirmou Vinício.

"Acho que a gente consegue mostrar que a comunidade indígena e produtores têm o mesmo interesse: que se tenha uma decisão logo, seja ela qual for", concordou o presidente da Famasul. "

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