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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

09/07/2014 17:29

Índios vão a Brasília para encontro com ministro da justiça e reafirmam posse

Ludyney Moura

Na última quarta-feira (2) cinco representantes da terra indígena Buriti, na região do município de Sidrolândia, estiveram em Brasília para entregar uma carta aberta da comunidade para o ministro da justiça, José Eduardo Cardozo (PT), na qual descartam abandonar a luta pela terra.Na ocasião eles estiveram acompanhados membros do MPF (Ministério Público Federal) e Funai (Fundação Nacional do Índio).

No documento entregue pelos indígenas eles dizem preocupados com o desfecho da negociação entre o Governo Federal e os fazendeiros que detém título de propriedades das terras da região em disputa.

“Fomos com posicionamento que da forma como está sendo conduzido esse processo de negociação de compra das terras, entendemos que o impasse acontece aqui em Mato Grosso do Sul, porque os ruralistas não aceitam a proposta da União”, aponta o terena e vereador por Dois Irmãos do Buriti, Eder Alcântara (PMDB), um dos cinco indígenas que esteve no encontro com o ministro.

Eder revela que os índios ouviram de Cardozo que, apesar de não haver um acordo final, a mesa de negociação, formada por índigenas, produtores rurais e Ministério da Justiça, ainda continua aberta. Na carta, os indígenas elencam oito motivos pelos quais não abrem mão da terra em litígio. Entre eles, citam um estudo da Funai que comprovaria a presença da etnia terena na região nos idos de 1850, data que seria anterior à presença dos ruralistas.

O governo ofereceu R$ 80 milhões pelos 17 mil hectares que, segundo a Funai, pertence à comunidade indígena da região. Os fazendeiros querem ao menos 50% a mais do valor oferecido, uma vez que alegam terem feitos diversas benfeitorias nas terras. Representantes da União prometeram retomar as discussões com o fim da Copa do Mundo.



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