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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

01/04/2016 08:19

Instituto do Rio de Janeiro pesquisa fitoterápico contra o vírus Zika

Alana Gandra, da Agência Brasil
Pesquisadores do Instituto Vital Brazil estão trabalhando na descoberta de um medicamento que pode inibir o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação/Arquivo)Pesquisadores do Instituto Vital Brazil estão trabalhando na descoberta de um medicamento que pode inibir o zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação/Arquivo)

O Instituto Vital Brazil, vinculado ao governo do Rio de Janeiro, está pesquisando um fitoterápico contra o vírus Zika. O estudo está na fase laboratorial, in vitro, quando o produto é testado em cultivo celular. “A gente coloca o vírus e o produto e está observando uma inibição bem expressiva da replicação do vírus”, disse o infectologista Edimilson Migowski, presidente do instituto.

“A gente acredita que, na segunda quinzena de abril, já tenhamos esses resultados nas mãos para que possam ser apresentados à sociedade e à mídia como algo promissor”, adiantou.

A base do fitoterápico é uma planta e o princípio ativo foi encontrado nas sementes, no caule, nas folhas e flores. “É uma planta bem comum no nosso meio e que entra em algumas receitas da culinária brasileira”, disse o infectologista, sem revelar o nome do vegetal.

Os pesquisadores já testaram a ação do produto em vírus da dengue tipo 2 e do mayaro vírus - do mesmo grupo da chikungunya. Agora, estão sendo testados os tipos 1, 3 e 4 da dengue, além da chikungunya e do vírus Zika.

Testes - A segunda fase da pesquisa envolverá testes em animais para ver se o produto tem efeito teratogênico, ou seja, se pode provocar malformação nos filhotes quando for administrado em cobaias ou ratas prenhas. Outro teste em animais vai avaliar que dose do fitoterápico poderia ser letal.

Segundo Migowski, o produto não deverá ter o efeito tóxico que uma droga comum poderia gerar, porque se trata de um alimento consumido normalmente pelas pessoas, sem maiores consequências. “A gente não acredita que ele vai dar problema, nem de toxicidade, nem de efeito teratogênico, ou seja, capaz de causar malformação na cria.”

Para que haja a comprovação clínica do efeito do fitoterápico, são necessários testes em voluntários humanos saudáveis, de acordo com o especialista. A expectativa é que essa etapa seja concluída em até um ano e meio.

 



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