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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

02/04/2019 09:56

"Não aceito ser agredido por mulher", diz jovem que matou namorada

Paulo Eduardo dos Santos, 18 anos, foi preso em flagrante e autuado por feminicídio e ocultação de cadáver

Viviane Oliveira
Vítima e autor posam para foto em momento de lazer (Foto: reprodução/Facebook) Vítima e autor posam para foto em momento de lazer (Foto: reprodução/Facebook)
“A frieza dele é uma coisa assustadora”, disse a delegada Thais Duarte (Foto: Vanderi Tomé/Região News) “A frieza dele é uma coisa assustadora”, disse a delegada Thais Duarte (Foto: Vanderi Tomé/Região News)

“Jamais aceitaria ser agredido por uma mulher”, disse Paulo Eduardo dos Santos, 18 anos, durante depoimento à Polícia Civil na tarde de ontem (1º). Ele confessou que matou a namorada, Jheniffer Cáceres de Oliveira, 17 anos, usando uma coleira de cachorro para apertar o pescoço dela. O caso aconteceu na quitinete onde o casal vivia na Rua Minas Gerais, no Bairro Jandaia, em Sidrolândia, distante 71 quilômetros de Campo Grande.

Paulo foi preso em flagrante e autuado por feminicídio e ocultação de cadáver. Na delegacia, o rapaz contou detalhes e disse que matou a namorada por legitima defesa. Versão que não convenceu a polícia. “A frieza dele é uma coisa assustadora”, disse a delegada Thais Duarte Miranda, em entrevista ao site Região News

Paulo relatou à polícia, que os dois saíram na noite de sexta-feira (29) e foram para um bar. Lá, discutiram e Jheniffer decidiu ir para outro estabelecimento. Paulo foi atrás e quando chegou a encontrou conversando com outro homem. Os dois discutiram mais uma vez e foram embora. A briga continuou na quitinete onde o casal vivia.

Ele contou à polícia que a vítima o agrediu com um cabo de vassoura e depois com uma faca. Paulo, então, a dominou e a estrangulou com as mãos e na sequência usou um fio de carregador de celular para tentar esganá-la. Como não conseguiu, pegou uma coleira de cachorro que estava no chão e apertou o pescoço da adolescente até a morte.

Casa (cor-de-rosa) onde ocorreu o crime na madrugada de sexta para sábado (Foto: Região News)Casa (cor-de-rosa) onde ocorreu o crime na madrugada de sexta para sábado (Foto: Região News)

A vizinha, locatária do imóvel, ouviu os gritos e disse que iria chamar a polícia, caso os dois não parassem de brigar. Paulo, então, respondeu: “Pode ficar tranquila que ela vai parar de gritar”, depois disso a testemunha não escutou mais nada. “Ele dormiu na casa com o corpo lá dentro e na segunda-feira (1º) foi trabalhar como se nada tivesse acontecido. Incomodada com o mau cheiro, a vizinha foi até o emprego do jovem reclamar. Paulo disse que um cachorro havia tomado veneno e estava morto lá dentro”, relatou a delegada.

A testemunha, então, acionou a Polícia Militar. O corpo da garota foi encontrado enrolado numa colcha e edredom em avançado estado de putrefação. Imediatamente, as equipes policiais saíram em busca do autor. Ele foi preso próximo ao Centro, não resistiu a prisão e confessou o crime. “Apesar de falar que estava arrependido, foi frio durante o depoimento. Não chorou. Ele a matou por ciúmes”, contou a autoridade policial. 

Segundo relatos de testemunhas à polícia, a adolescente vinha sendo agredida pelo rapaz, mas nunca registrou boletim de ocorrência. “Ela ia trabalhar de casaco, mesmo em dias de calor. Talvez fosse para esconder as marcas das agressões”. Questionado sobre a família da vítima, Paulo contou que não conhecia e que a adolescente era de Dois Irmãos do Buriti.

Paulo passará nesta manhã (2) por audiência de custódia na Justiça, para definir se ficará preso esperando o andamento do inquérito e posterior processo ou se responderá em liberdade.

Mortes - Nos primeiros quatro meses deste ano, 11 mulheres foram assassinadas de forma brutal no Estado, de acordo com dados da Sejusp (Secretária do Estado de Justiça e Segurança Pública). São três casos a mais, se comparados com o mesmo período do ano passado. Em 2018, 32 mulheres foram vítimas de feminicídio em MS.



Volto a bater na tecla da legislação penal e processual penal vigente.
Um homicida como esse, com 18 anos, que praticou esse ato, vai pegar pela lei no máximo 30 anos, e vai cumprir no máximo 10 anos aproximadamente.
Quando sair, se assim quiser, vai ter a segunda chance de retomar sua vida ainda em uma idade muito boa.
Enquanto a pessoa que foi vitimada com a morte, a família que foi vitimada com o trauma e a perda, nunca mais terá segunda chance nesse caso.
Senhores juristas e responsáveis pela elaboração de leis TEM OBRIGAÇÃO de mudar isso.
E não só para feminicídio. Qualquer homicídio e outros crimes que deveriam ser adequadamente punidos e na medida do mal que causam.
 
Adriano Magalhães em 03/04/2019 08:09:20
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