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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Novembro de 2017

21/11/2014 11:41

Adolescente com Síndrome de Down é esquecido em ônibus da Apae

Helio de Freitas, de Dourados
Sede da Apae em Dourados, onde menino de 13 anos passou quatro horas trancado em ônibus (Foto: Eliel Oliveira)Sede da Apae em Dourados, onde menino de 13 anos passou quatro horas trancado em ônibus (Foto: Eliel Oliveira)

Um adolescente de 13 anos de idade, quem tem Síndrome de Down, passou quatro horas trancado em um ônibus da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Dourados, a 233 km de Campo Grande. O fato ocorreu na manhã de ontem e foi denunciado à Polícia Civil pelo pai do menino.

Um inquérito vai ser instaurado para apurar quem foram os responsáveis pelo abandono da criança no ônibus. A direção da escola da Apae culpou uma monitora e o motorista, que não tiveram os nomes divulgados.

Conforme o boletim de ocorrência registrado na polícia, ontem cedo o adolescente pegou o ônibus para ir até a escola, que fica na região norte da cidade, como faz todos os dias desde que era pequeno. Esse ônibus percorre os bairros todos os dias para levar crianças para a escola da Apae, que atende apenas crianças excepcionais.

Quando o ônibus chegou à escola, todos os alunos desceram, menos o adolescente. O veículo ficou estacionado próximo à escola até por volta de 11h30, quando a mãe de outro aluno viu que o menino estava trancado no ônibus e teria ligado para o pai do adolescente.

Segundo a denúncia do pai, seu filho estava bastante assustado. A direção da escola teria dado água ao garoto e o mandou para casa. O pai relatou que levou o garoto ao médico e ele está bem.

Hoje de manhã, a direção da Apae encaminhou uma nota ao site Dourados News informando que os responsáveis por esquecer o garoto no ônibus foram a monitora e o motorista. Através da nota, a entidade nega que apenas tenha dado água ao menino e o encaminhado para casa e critica a pessoa que ligou para o pai do adolescente.

“Em momento algum a direção da escola se omitiu a prestar atendimento e solidariedade à família. Os funcionários omitiram o caso da direção da escola. Uma pessoa que usava o transporte da escola, de forma equivocada, ao invés de comunicar a direção da escola, ligou de forma aleatória para o pai do aluno, que evidentemente e com toda a razão, entrou em pane”, afirma a nota assinada pela diretora da Apae, Elizabeth de Fátima Wirgues de Sousa.

A diretora afirma lamentar o ocorrido e disse ser inverídica a informação de que direção da escola sabia do ocorrido e que teria simplesmente dado água ao aluno e o mandado de volta para casa.

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