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Interior

Advogada é ouvida em investigação sobre atentado contra prefeito

José Carlos Acevedo continua em estado crítico e médico diz que dia é decisivo para definir efeito no cérebro

Por Helio de Freitas, de Dourados | 20/05/2022 12:12
Agentes da Senad reforçam policiamento em Pedro Juan Caballero, ao lado de Ponta Porã. (Foto: Divulgação)
Agentes da Senad reforçam policiamento em Pedro Juan Caballero, ao lado de Ponta Porã. (Foto: Divulgação)

A polícia paraguaia retomou na manhã desta sexta-feira (20), as buscas para esclarecer o atentado a tiros contra o prefeito de Pedro Juan Caballero, cidade separada por uma de Ponta Porã (MS), a 313 km de Campo Grande. José Carlos Acevedo Quevedo, 51, foi atingido por sete tiros de pistola 9 milímetros e segue internado em estado crítico.

Entre os locais vistoriados hoje, está a casa de uma advogada, localizada no Bairro María Victoria. Segundo o jornal La Nación, a advogada Liz López Peña foi detida e levada para depoimento. Ela seria assessora jurídica de Mirta Raquel López, presa ontem. Segundo fontes da fronteira, Liz Peña é advogada da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Mirta é viúva do narcotraficante Fernando Javier Lezcano, o “Gordo”, morto em 2017. Uma das pistolas usadas no atentado contra o prefeito pertencia a Fernando Lezcano e teria sido devolvida à mulher após a morte dele. Segundo a imprensa paraguaia, Mirta alegou que entregou a pistola à advogada como pagamento de honorários.

Na sede da polícia, Liz López Peña disse a repórteres da fronteira que apenas fez se trabalho como advogada para conseguir recuperar a arma e devolver para Mirta. Ela disse temer por sua vida.

A advogada Liz López Peña. (Foto: Reprodução)
A advogada Liz López Peña. (Foto: Reprodução)

“Não me deixam dar depoimento. Estou com medo, temo pela minha vida. Não sei o que está acontecendo, ainda não ouviram meu depoimento", disse ela. Por volta de meio-dia, ela foi liberada.

Arma do crime - No ano passado, a mesma arma foi usada por seguranças da família do bandido paraguaio Gregorio “Papo” Molares, em confronto com colonos que ameaçavam ocupar a fazenda dele em Iturbe, a 471 km de Pedro Juan Caballero.

Um dos trabalhadores rurais ficou ferido. Dados sobre a munição registrados no sistema da polícia confrontados com a balística das balas que atingiram o prefeito revelaram se tratar da mesma arma. Ontem, a mãe de “Papo” foi detida na capital Asunción.

Horas decisivas – Nesta sexta-feira, o médico David Peña, chefe da equipe responsável em cuidar do prefeito, disse que não existem condições para transferi-lo para outro centro de saúde com mais estrutura. Segundo ele, hoje será decisivo para saber quais os danos cerebrais causados pelo atentado.

“Pelo tempo que a sedação foi suspensa, pelos estudos, pela ultrassonografia transcraniana, pela avaliação clínica e pela tomografia de hoje, poderemos dar um diagnóstico do envolvimento cerebral e quais as sequelas. Clinicamente falando, podemos afirmar que haverá sequelas importantes, pelo tempo de sofrimento cerebral”, afirmou o médico.

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