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Interior

Agência da Caixa e moinho são pichados com “rebelar-se é justo”

Pichações nas paredes da Caixa da Marcelino Pires e no Moinho Catarinense são assinadas pelo movimento Alvorada do Povo

Por Helio de Freitas, de Dourados | 30/05/2020 09:12
Agência da Caixa na Avenida Marcelino Pires amanheceu com pichações neste sábado (Foto: Adilson Domingos)
Agência da Caixa na Avenida Marcelino Pires amanheceu com pichações neste sábado (Foto: Adilson Domingos)

A agência da Caixa Econômica Federal localizada na Avenida Marcelino Pires e a parede do Moinho Catarinense, na Avenida Weimar Gonçalves Torres, amanheceram com pichações neste sábado (30) em Dourados, a 233 km de Campo Grande.

Nos dois locais, a mensagem deixada é “por terra, salário e alimento: rebelar-se é justo!”. A frase é assinada pelo movimento Alvorada do Povo. A agência da Caixa foi inaugurada no início deste ano. Já o Moinho Catarinense é um dos prédios mais antigos da cidade e foi construido na década de 60.

Na agência da Caixa a pichação foi percebida pelas pessoas que chegaram logo cedo para receber a segunda parcela da ajuda em dinheiro liberada pelo governo federal a trabalhadores autônomos e desempregados por causa da pandemia do novo coronavírus. Funcionárias da limpeza tentaram lavar a parede, mas a tinta não saiu.

No ano passado, o movimento União Estudantil Alvorada do Povo participou de protestos em Dourados contra o corte de recursos das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.

A frase “rebelar-se é justo” é usada por movimentos de esquerda da Europa desde o século passado. No Brasil, mais recentemente, a frase foi usada pelo movimento “A Nova Democracia”, surgido após os protestos que sacudiram o país em 2013 e 2014.

Em Mato Grosso do Sul, a lei estadual 5.361, de autoria do deputado estadual Marçal Filho (PSDB), determina ressarcimento integral dos danos e indenização correspondente a duas vezes o valor do prejuízo causado por pichações e depredação do patrimônio público. Entretanto, a lei não se aplica a prédios privados.

Pichações foram feitas também no Moinho Catarinense, na Weimar Torres (Foto: Adilson Domingos)
Pichações foram feitas também no Moinho Catarinense, na Weimar Torres (Foto: Adilson Domingos)