Agência paraguaia estoura laboratório de “maconha VIP” na fronteira
Centro de produção tinha gerador elétrico, geladeira e freezer para armazenar droga de alta concentração
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Agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) descobriram um laboratório usado para produção de “maconha VIP”, versão da droga com alta concentração de TCH, componente psicoativo da cannabis. A base logística funcionava numa área de mata na Colônia Piray, em Capitán Bado, cidade paraguaia vizinha de Coronel Sapucaia.
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A maconha era produzida em lavouras no entorno do acampamento, equipado com gerador de energia, geladeira e freezer para armazenar a droga. A produção era destinada ao mercado brasileiro. Ninguém foi preso.
De acordo com a Senad, as roças da droga tinham sido destruídas em operações no início deste mês. Nessa nova fase, os agentes vasculharam áreas de mata nos arredores para localizar os acampamentos mantidos pelos traficantes.
No local, a agência paraguaia localizou dezenas de botijões de gás refrigerante EOS R404, originalmente destinado à manutenção de sistema de refrigeração, mas usado no preparo do entorpecente (veja o vídeo acima). As versões de maconha de alta concentração valem quase 10 vezes mais que a droga comum.
O ministro-chefe da Senad, Jalil Rachid, informou que o laboratório produzia a “Dry Hash”, maconha concentrada obtida mediante a separação a seco dos tricomas da planta; e a “Ice”, produzida através de processos com água fria e filtração especializada, permitindo obter substância mais refinada e potente.
Ambos os produtos eram direcionados a segmentos específicos do mercado ilícito no Brasil, onde facções criminosas controlam a distribuição e comercialização. De acordo com estimativa do setor de inteligência da Senad, cada quilo de “maconha VIP” oscila entre US$ 1.000 e US 4.000, dependendo do nível de pureza e concentração.
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