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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

14/06/2016 13:46

Agente de saúde morreu em confronto; índios mantêm policiais como reféns

Das seis pessoas levadas para o Hospital São Mateus após confronto entre índios e fazendeiros, uma teria morrido; polícia ainda não se manifestou sobre tiroteio

Helio de Freitas, de Dourados
Índio ferido em confronto com fazendeiros chega ao hospital de Caarapó (Foto: Alô Caarapó)Índio ferido em confronto com fazendeiros chega ao hospital de Caarapó (Foto: Alô Caarapó)

Mais uma criança indígena deu entrada há pouco no Hospital São Mateus, no município de Caarapó, a 283 km de Campo Grande, supostamente com ferimento provocado por um tiro durante o confronto entre índios e produtores rurais, ocorridos na manhã de hoje (14) na fazenda Ivu, ocupada pelos guarani-kaiowá desde domingo.

O Campo Grande News apurou que a criança é a sexta vítima com ferimentos, todos indígenas, a ser levada ao hospital da cidade. Um dos feridos morreu, mas a atendente do hospital se recusou a confirmar as informações por telefone.

O delegado titular da Delegacia de Polícia Civil de Caarapó, Rodrigo Blonkowski, também não quis falar com a reportagem. Por telefone, ele disse que estava em diligência e não poderia dar entrevista naquele momento.

Ao site Alô Caarapó, o delegado informou que um agente de saúde indígena de 25 anos de idade teria sido a vítima fatal do confronto. O homem chegou a dar entrada no hospital São Mateus, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o confronto com os produtores, que teriam ido à área invadida para libertar funcionários que estariam sendo mantidos como reféns, os índios bloquearam a estrada que corta a aldeia Tey Kuê. Revoltado por não conseguir passar, o motorista de um caminhão teria jogado o veículo contra os índios.

Outra informação ainda não confirmada é de que pelo menos quatro policiais militares do batalhão de Caarapó estariam sendo mantidos como reféns dos índios, na fazenda ocupada.

A área invadida pertence a uma pecuarista de 59 anos de idade, que registrou boletim de ocorrência sobre a invasão e disse que o caseiro, a mulher dele e uma criança de oito meses estariam como reféns dos índios.



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