Agesul lança novo edital para Casa da Mulher Brasileira em Dourados
Obra custará R$ 18 milhões e estrutura não será mais perto de Reserva Indígena

A Agesul (Agência de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) publicou hoje a abertura de nova licitação para a construção da Casa da Mulher Brasileira em Dourados, projeto de R$ 18.058 milhões. A estruturação do serviço na segunda maior cidade do Estado é antiga e chegou a reunir autoridades no primeiro local escolhido, no ano de 2024. A área inicial, da prefeitura, perto da Reserva Indígena, acabou sendo rejeitada e um novo local, pertencente ao governo estadual, foi definido na Vila Planalto, próximo ao centro da cidade.
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A Agesul abriu licitação para a construção da Casa da Mulher Brasileira em Dourados, com investimento de R$ 18,058 milhões. O novo local fica na Vila Planalto, após a área inicial, próxima à Reserva Indígena, ser descartada. As propostas serão abertas em 11 de maio. O projeto segue o modelo da unidade de Campo Grande, inaugurada em 2015, que concentra delegacia, serviços de Justiça e atendimento psicossocial a vítimas.
O projeto é de R$ 18,058 milhões. Os termos da licitação ainda não estão disponíveis no site da Agesul, havendo somente o anúncio no Diário Oficial desta quarta-feira. Conforme a publicação, trata-se de uma concorrência pelo melhor preço, com abertura de propostas em 11 de maio.
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A Casa seguirá os moldes da de Campo Grande, inaugurada em 2015, a primeira do Brasil, em um modelo que concentra vários serviços, como delegacia e servidores do sistema de justiça, além de atendimento psicossocial para as vítimas e os filhos. A Agesul já recebeu propostas de empresas para construir uma casa também em Corumbá, com valor de R$8,3 milhões e há anúncio de uma unidade para Ponta Porã.
O projeto avançou a partir do começo de 2024, quando autoridades, incluindo a então ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, até visitaram a primeira área e até tiraram foto com o projeto. A ideia inicial, que já tinha sido debatida anteriormente, era fazer a obra perto da Reserva para priorizar atendimento a mulheres indígenas, diante do volume de ocorrências. Mas houve problemas com o lote indicado.
No começo daquele ano, a União e o Estado firmaram parceria para combater a violência contra a mulher, por meio do Programa Mulher Viver sem Violência, desafio que só se revelou mais urgente com a escalada de casos.

