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Interior

Após cela vip de brasileiro, Paraguai promete fim de privilégios em presídio

Espaço reformado por Jarvis Pavão dentro de presídio foi descoberto na semana passada; narcotraficante tinha sala para reuniões, banheiro, geladeira, ar condicionado e até cozinha própria

Por Helio de Freitas, de Dourados | 01/08/2016 14:31
Sala de reuniões de Jarvis Pavão, em presídio no Paraguai (Foto: ABC Color)
Sala de reuniões de Jarvis Pavão, em presídio no Paraguai (Foto: ABC Color)

Após o escândalo da semana passada, com a descoberta da “cela vip” onde o narcotraficante brasileiro Jarvis Gimenes Pavão cumpria pena com luxo e mordomia, o governo do Paraguai promete acabar com os privilégios no maior e mais superlotado presídio do país, Tacumbú, em Assunção.

Acusado de ser o mandante da execução do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, ocorrido no dia 15 de junho em Pedro Juan Caballero, Pavão cumpre pena no Paraguai e na terça-feira passada foi transferido para o quartel de um grupo especializado da polícia por ordem do presidente paraguaio, Horário Cartes.

Segundo a polícia paraguaia, mesmo vivendo em um espaço que se assemelha a um hotel de alto padrão, Jarvis Pavão planejava fugir do presídio, temendo ser deportado para o Brasil. Explosivos foram encontrados próximos ao muro da penitenciária.

Fim dos privilégios – Éver Martínez, do Ministério de Justiça do Paraguai , disse que os privilégios e “cela vip” em todas as penitenciárias do país não vão mais existir. “Vamos fortalecer a equipe de inspeção para verificar todos os presídios em todos os aspectos”, afirmou.

“Foram nove anos que o Pavão passou muito bem aqui. Quem for descoberto pelos privilégios na prisão vai arcar com as consequências”, afirmou Martínez.

Segundo ele, o governo investiga denúncia de que para ter privilégios, Pavão teria sido extorquido para comprar carros de luxo e até para pagar cirurgias plásticas. Os nomes dos servidores suspeitos de extorsão são mantidos em sigilo.

Sobre a cela reformada por Pavão e onde o narcotraficante permanecia cercado de pelo menos 20 seguranças – também presidiários –, o representante do governo paraguaio afirmou que o espaço será demolido, mas não informou quando isso vai acontecer.

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