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Campo Grande, Domingo, 18 de Agosto de 2019

19/03/2019 10:41

Após morte de criança, polícia vai ouvir coordenadora de Colégio Adventista

A delegada começa a ouvir nesta terça pessoas que tinham ligação com a menina morta com tiro na cabeça na noite de domingo (17)

Viviane Oliveira
Menina morreu com um tiro na cabeça na casa onde vivia com os pais em Mundo Novo  (Foto: Arquivo Pessoal)Menina morreu com um tiro na cabeça na casa onde vivia com os pais em Mundo Novo (Foto: Arquivo Pessoal)

Os pais e a coordenação da Escola Adventista onde a criança de 11 anos morta com tiro na cabeça estudava devem ser ouvidos ainda nesta terça-feira (19) pela Polícia Civil do Mundo Novo, distante 476 quilômetros de Campo Grande. Segundo a delegada Allana Mariele Mazaro Zarelli, responsável pelo caso, o casal de amigos dos pais da o que estavam na casa minutos antes do fato também serão intimados.

A delegada disse que não pretende ouvir nenhum colega de sala da menina. "É muito chocante. Vou ouvir a coordenadora que tinha mais contato com ela. Quantos aos pais, vamos tentar ouvi-los ainda hoje. Ainda não sabemos se estão em condições de falar sobre o assunto ", explicou. 

Ontem (18), a escola decretou luto pela morte da menina. Não teve aula no colégio. A reportagem tentou falar com a direção sobre o assunto, mas foi informada para procurar a direção na Capital. A assessoria de imprensa ainda não se posicionou sobre o assunto. 

A Polícia Civil ainda aguarda autorização judicial para ter acesso ao conteúdo do celular e do computador da menina. Segundo testemunhas, ela mexia no aparelho minutos antes do tiro. No dia do caso, a mãe da menina contou à delegada, que mais cedo à filha assistia um desenho na sala de casa, mesmo ambiente em que ela e o marido recebiam um casal de amigos. 

A criança saiu brava da sala porque o barulho que os adultos faziam estava atrapalhando ela assistir o desenho. A menina, então, tomou banho e foi para o quarto. Sozinha, a criança ficou mexendo no celular, assistindo vídeos, até ter o aparelho tomado pela mãe. “A mãe foi ao quarto, tentou convencer a filha a voltar para a sala, mas a menina não quis e a mãe tomou o celular. Cinco minutos depois aconteceu a tragédia”, contou a delegada. 

A família não soube detalhar à polícia o que a criança assistia no aparelho e, por isso, o pedido para acesso do conteúdo foi feito a Justiça. A investigação busca esclarecer como o crime aconteceu, se alguém de alguma maneira auxiliou ou estimulou o suicídio. “Não é possível descartar, por exemplo, que foi um disparo acidental”.

Conforme a delegada, a pistola .40 usada pela menina é de uso pessoal do pai dela, que é subtenente da Polícia Militar. A arma estava guardada numa gaveta, que não ficava trancada, no mesmo cômodo onde ocorreu o disparo. À polícia, a mãe da menina afirmou que, mesmo sendo militar, o pai nunca ensinou a filha a manusear as armas que tinha em casa.

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