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Meio Ambiente

Bonito Não Atropela: entidades se unem para reduzir óbitos nas estradas de MS

11 pontos com potencial para instalação de passagens superiores de fauna foram identificados até o momento

Por Gabriela Couto | 01/05/2021 17:58
Mãe e filhote de tamanduá morreram atropelados na estrada; projeto Bonito Não Atropela quer por fim a essa tragédia nas rodovias estaduais (Foto Divulgação)
Mãe e filhote de tamanduá morreram atropelados na estrada; projeto Bonito Não Atropela quer por fim a essa tragédia nas rodovias estaduais (Foto Divulgação)

Desde o ano passado cinco entidades - Instituto Raquel Machado,  AMPARA Silvestre,  Rede Pro UC, Via Fauna e Fundação Neotrópica do Brasil - se uniram para fazer algo efetivo para salvar vidas, tanto de animais, quanto de pessoas na região de Bonito, em Mato Grosso do Sul. Nesta semana, o grupo de representantes que querem diminuir o número de atropelamento da fauna e a perda de vidas em acidentes na estrada ao entorno do polo turístico se reuniu com representantes do governo do Estado e da Assembleia Legislativa.

O projeto Bonito Não Atropela aponta que a longo prazo tamanduás bandeiras, antas, onças, entre outras espécies podem desaparecer por conta das colisões fatais nas rodovias que cortam o Mato Grosso do Sul. "O que nenhum turista quer é dar de cara com os animais que o encantam mortos nas estradas, o que é péssimo para a imagem do município e do Estado", disse uma das integrantes do projeto, Yolanda  Mangieri.

As ações previstas só poderão ser implantadas com o consentimento da Agesul (Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos). A primeira fase do projeto que inclui a instalação de placas e passagens aéreas para fauna. Ao todo 11 pontos pontos com potencial para instalação de passagens superiores de fauna foram identificados no trecho que inclui MS-382, MS-178, MS-345 e a Estrada do Turismo.

Segundo outro integrante do projeto, Mauricio Forlani, o primeiro diálogo com o secretário de Estado de Infraestrutura e Obras, Eduardo Riedel, foi positivo. "O objetivo de trazer maior segurança para os usuários e animais nas rodovias de Bonito. O sucesso do projeto depende do envolvimento coletivo para que as medidas de mitigação sejam implementadas."

No encontro foram solicitados os dados do monitoramento de fauna atropelada que a Agesul tem, em colaboração com a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). "Estes dados são importantes para fundamentar a definição dos locais mais estratégicos para implementação de algumas medidas de mitigação. Também solicitamos autorização para a instalação de placas sinalizadoras e passagens superiores de fauna", explicou.

No entanto, estudos revelam que as placas não reduzem o problema de fato, mas têm um caráter educativo e de orientação dos motoristas quanto a locais de maior risco de acidentes, por conta da passagem de animais. "Queremos colocar quantas forem necessárias, mas dependemos  da anuência da gestora da via, no caso a Agesul, que precisa fazer uma avaliação no local e liberação da instalação."

Um novo encontro com Riedel e integrantes do projeto Bonito Não Atropela deve acontecer ainda em maio para tratativas técnicas quanto ao projeto.

Reunião com integrantes do projeto Bonito Não Atropela ocorreu nesta semana de forma virtual com presidente da Assembleia Paulo Corrêa (PSDB) e secretário de Estado de Infraestrutura e Obras, Eduardo Riedel (Foto Reprodução)
Reunião com integrantes do projeto Bonito Não Atropela ocorreu nesta semana de forma virtual com presidente da Assembleia Paulo Corrêa (PSDB) e secretário de Estado de Infraestrutura e Obras, Eduardo Riedel (Foto Reprodução)


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