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Interior

Cabo da PM mata sogro a tiros e deixa a esposa ferida depois de discussão

A mulher, de 33 anos, sofreu um tiro de raspão na mão e também foi agredida. O caso segue em investigação

Por Geisy Garnes | 17/02/2020 15:13

Cabo da polícia militar, de 33 anos, foi preso após matar a tiros o sogro e agredir a mulher na madrugada desta segunda-feira (17), em Iguatemi – 466 quilômetros de Campo Grande. Na delegacia, durante depoimento, o policial afirmou não se lembrar do que aconteceu no momento do assassinato.

O crime ocorreu em uma propriedade rural da cidade. Toda a família do casal estava reunida na fazenda. Na hora de ir embora, o militar e a esposa se desentenderam. O motivo da discussão e o que exatamente aconteceu durante o crime, ainda são desconhecidos pela polícia.

Ao Campo Grande News, o delegado Pablo Ricardo Reis, responsável pelas investigações, explicou que a principal hipótese é que o idoso tenha interferido na briga para defender a filha e por isso acabou baleado pelo genro. A vítima, de 60 anos, foi atingida por dois tiros e morreu antes mesmo de receber socorro.

A mulher do militar, também de 33 anos, foi agredida por ele e atingida por um tiro de raspão na mão. Ela foi levada para uma unidade de saúde de Naviraí. Depois do crime, a mãe do cabo ligou para a Polícia Militar e avisou do homicídio, mas o autor fugiu levando as duas filhas antes que os colegas chegassem.

Ele foi encontrado pouco depois, em casa. Alterado, negou se entregar e o tenente da cidade foi chamado para negociar com ele. Depois da conversa, o cabo entregou a arma de serviço, usada no crime, e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil. Em depoimento, afirmou apenas que não se lembrava com clareza do que havia acontecido e preferiu ficar em silêncio. A polícia irá apurar se ele estava embriagado.

Segundo o delegado Pablo Reis, como está internada e em estado de choque com o crime, a mulher do policial ainda não foi ouvida. Aos poucos, toda a família que estava na propriedade será ouvida para esclarecer a situação. Enquanto isso, o militar permanece preso.