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Campo Grande, Terça-feira, 15 de Outubro de 2019

12/08/2019 22:19

Câmara vai instalar CPI para investigar a crise na saúde de Dourados

Até então já foram coletada cinco do mínimo de sete assinaturas necessárias para início da investigação.

Adriano Fernandes e Helio de Freitas
Sessão na Câmara durante esta noite. (Foto:Thiago Morais)Sessão na Câmara durante esta noite. (Foto:Thiago Morais)

A Câmara de Vereadores de Dourados, cidade a 233 quilômetros de Campo Grande deve instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caos na saúde pública do município. O assunto foi tema central das discussões dos parlamentares, durante a sessão da noite desta segunda-feira (12).

As assinaturas para montar a CPI estão sendo coletadas pela vereadora Daniela Hall (PSD) e devem ser concluídas no decorrer da semana. É necessária a participação de no mínimo sete vereadores entre os 19 que compõem a casa. Até agora já foram coletadas cinco assinaturas.

Para que a investigação seja instaurada, não é necessária uma aprovação em plenário. Quando contendo todas as assinaturas, basta que o requerimento seja apresentado na secretaria da Câmara.

O problema de gestão dos recursos da saúde no município foi alvo recorrente de críticas dos vereadores, esta noite. O presidente da Câmara Alan Guedes (DEM) também desaprovou a decisão da secretária de saúde Berenice Machado de Souza que na semana passada, vetou a participação do diretor clínico do Hospital da Vida Raul Espinoza em reunião com vereadores para discutir a crise no hospital.

Alan disse que e o cancelamento da reunião, que havia sido solicitada pelo diretor clínico, foi um desprestígio ao poder legislativo. "Reunião era às 18h, a secretária pediu para o médico cancelar as 17h30. Dez vereadores estavam presentes esperando", comentou.

A câmara também vai marcar uma audiência pública para discutir a crise na saúde. A data vai ser definida em conjunto com o MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Crise – Toda a rede pública de saúde na cidade, sofre com a falta de recurso, mas em especial Hospital da Vida. A unidade está com dívidas de mais R$ 1,5 milhão por mês. Não está pagando fornecedores e serviços essenciais, como o de exames em área verde, amarela e vermelha estão sendo suspensos.

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