Ex-vereador e PM são presos por envolvimento em atentado a motoentregador
Crime aconteceu em outubro de 2025 quando vítima realizava entrega de um açaí
O ex-vereador de Itaporã e pecuarista Célio Poveda, de 72 anos, foi preso por suspeita de participação no atentado a tiros contra o motoentregador baleado após realizar a entrega de um açaí no Bairro Copacabana, no município, a 234 quilômetros de Campo Grande. O crime aconteceu em outubro de 2025 e o policial militar Luiz Gonçalves de Oliveira é apontado como o executor da tentativa de homicídio.
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Célio estava com mandado de prisão temporária expedido pela Vara Única da Comarca de Itaporã. A ordem judicial foi cumprida neste sábado (20) por equipe da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa) no Bairro Montesi, naquela cidade.
Além de Poveda, também foi alvo de mandado o segundo sargento da Polícia Militar Luiz Gonçalves. Ambos foram encaminhados para a sede da DHPP, responsável pela investigação do caso.
O atentado ocorreu quando o motoentregador foi surpreendido por ocupantes de um Fiat Palio Weekend branco, que efetuaram diversos disparos. A vítima foi atingida por cinco tiros e socorrida por moradores da região.
Em depoimento, a vítima contou que o atirador estava no banco traseiro do carro e fez os disparos sem descer. À polícia, o motoentregador contou que era ameaçado por Luiz por ter tido um relacionamento conturbado com sua sobrinha e também por um familiar de Célio que seria agiota, no entanto, negou desavenças com o ex-vereador.
Ainda conforme as investigações, o carro que Celio emprestou no crime teria sido emprestado a pedido de Célio. O policial militar também suspeito de um homicídio ocorrido na cidade em fevereiro deste ano pegou o veículo na garagem.
O delegado representou pela prisão temporária dos suspeitos e para o juiz, há indícios robustos de que Celio e Luiz tenham arquitetado uma emboscada para matar o entregador, por isso expediu as ordens judiciais.
Ambos passaram por audiência de custódia no dia 22 de fevereiro. O magistrado confirmou a regularidade do cumprimento dos mandados e determinou que eles permaneçam presos. O caso segue sob investigação.
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