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Interior

Câmara vota pedido de cassação de vereador acusado de bater na mulher

Comissão Processante emitiu relatório favorável à cassação de “Diego Carcará”

Por Helio de Freitas, de Dourados | 24/05/2022 10:42
Diego Carcará ficou 20 dias preso em janeiro e reassumiu mandato em março. (Foto: Reprodução)
Diego Carcará ficou 20 dias preso em janeiro e reassumiu mandato em março. (Foto: Reprodução)

A Câmara de Fátima do Sul, cidade a 239 km de Campo Grande, faz sessão na manhã desta terça-feira (24) para votar o pedido de cassação do mandato do vereador Diego Candido Batista (PSD), o “Diego Carcará”, preso em janeiro deste ano acusado de bater na mulher e na enteada com chinelo.

A sessão para analisar o relatório da Comissão Processante começou às 9h com a apresentação da tese de defesa, feita pelo advogado Antônio Carlos Jorge Leite.

Em sua fala, ele disse que o pedido de cassação apresentado em março pelos vereadores Nilsinho Construtor e Silvana Vasconcelos (ambos do MDB) é ilegal por ferir a Constituição e disse que a cassação seria pré-julgamento, pois o processo ainda tramita na esfera penal.

Além disso, segundo ele, Diego já foi punido pela Câmara com a suspensão mandato e se for condenado será punido duas vezes pelo mesmo caso, “o que a lei não permite”. O Campo Grande News apurou que Diego Carcará deve escapar da cassação através de manobra política articulada por apoiadores do vereador.

Dono de corretora de imóveis em Fátima do Sul e vereador pelo segundo mandato, Diego Carcará, 33, foi preso em flagrante acusado de agredir a chineladas a então esposa, de 31 anos, e a enteada, de 12, na noite de 23 de janeiro. A esposa disse que ele estava bêbado.

A mulher contou à polícia que era submetida a constantes agressões e ameaças por parte do vereador. Segundo ela, Diego a impedia até mesmo de ter acesso a dinheiro, às contas bancárias e aos documentos pessoais e dos veículos do casal.

A briga daquele dia teria começado após Diego derrubar o filho, de um ano. A enteada pegou o bebê no colo para tentar fazê-lo parar de chorar e foi agredida pelo padrasto com uma chinelada. A mulher saiu em defesa da filha e também teria sido espancada.

Na delegacia, Diego teria passado perto da esposa e a ameaçado caso mantivesse a denúncia. Ele passou 19 dias na cadeia, sendo 15 deles na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), de onde saiu no dia 16 de fevereiro.

O pedido de cassação foi feito com base no artigo 35 da Lei Orgânica Municipal. No documento, os vereadores emedebistas citaram que o colega, além de ter se envolvido em grave episódio de violência contra a mulher e de ter sido preso preventivamente, ainda terá de responder ao processo criminal pelos mesmos atos. “Tudo isso cria enorme desgaste para esta Câmara Municipal”, diz trecho do requerimento.

Nilsinho Construtor e Silvana Vasconcelos citaram que as provas contra Diego Carcará são suficientes para embasar o pedido de cassação. “Seu comportamento é obviamente incompatível com o decoro parlamentar.”

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