Carro usado em execução é apreendido com 2 armas e R$ 24 mil em espécie
Conforme boletim de ocorrência, casos estão ligados possivelmente à guerra entre facções em Sidrolândia

O carro usado em uma das execuções registradas em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande, foi apreendido na manhã desta quinta-feira (27). Na casa onde o veículo estava, policiais militares encontraram R$ 24 mil em espécie, duas armas calibre .22 e 74 munições. Um homem foi preso e confessou ter recebido dinheiro para transportar o veículo até Maracaju, a pouco mais de 80 quilômetros de Sidrolândia.
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Carro usado em execução em Sidrolândia foi apreendido nesta quinta-feira (27), junto com R$ 24 mil, duas armas calibre .22 e 74 munições. Um homem foi preso e confessou ter sido contratado para transportar o veículo. As mortes de Alexandro dos Santos e Cleiderson Chaves da Rocha, ocorridas na quarta-feira (26), são investigadas e podem estar ligadas à guerra entre facções criminosas na região.
Conforme o boletim de ocorrência, os policiais receberam informações sobre as características e a placa do veículo utilizado na execução de Alexandro dos Santos, conhecido como “Costela”. A partir dos dados, os militares intensificaram as buscas pela cidade e localizaram um Chevrolet Celta estacionado em frente a uma residência na Rua Yuji Miki.
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A moradora atendeu os policiais e contou que o marido, identificado como Jonathan Bruno, trabalha com guincho e havia sido contratado para levar o carro até Maracaju. No entanto, ele estava trabalhando em Campo Grande no momento da abordagem.
A mulher entrou em contato com o marido, que informou por telefone que ainda não havia transportado o veículo porque não tinha recebido o valor combinado pelo serviço.
Durante buscas na residência, os policiais encontraram duas armas calibre .22, 74 munições e R$ 24 mil em espécie. As armas passarão por perícia para verificar se foram utilizadas nas execuções.
Posteriormente, Jonathan se apresentou na delegacia. Aos policiais, afirmou ser amigo de Alexandro e negou qualquer envolvimento com facção criminosa. Ele disse que recebeu as duas armas como forma de pagamento por um serviço prestado e alegou que o dinheiro encontrado na casa também seria referente a pagamentos.
As execuções de Alexandro dos Santos e Cleiderson Chaves da Rocha, ambas registradas na quarta-feira (26), são investigadas e, conforme o boletim de ocorrência, podem estar relacionadas à guerra entre facções criminosas.
Casos - Alexandro dos Santos, conhecido como “Costela”, morreu no Hospital Elmíria Silvério Barbosa horas depois de ser baleado por um atirador que se aproximou a pé. O ataque ocorreu no fim da tarde de quarta-feira, na Rua Ponta Porã, na região do Bairro Cascatinha II.
Conforme apurado pela reportagem, Alexandro estava em frente a uma borracharia, nas proximidades da Praça Morada da Serra e da saída para a região do Quebra Coco, quando foi surpreendido pelo atirador. O suspeito se aproximou a pé e efetuou os disparos.
Poucas horas depois, um grupo formado por sete homens armados invadiu uma residência no Bairro Residencial Cascatinha II e matou Cleiderson Chaves da Rocha, de 22 anos. Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 23h50 após moradores ouvirem diversos disparos na Rua Nélio Saraiva Paim.
Quando chegaram ao endereço, uma mulher contou aos policiais que os criminosos chegaram chutando o portão e gritando: “Abre a porta que é a polícia”. Ao descer as escadas, ela percebeu que parte do grupo estava encapuzada.
A moradora foi rendida por dois suspeitos depois que eles arrombaram a entrada da residência. Ela foi obrigada a permanecer de joelhos na cozinha enquanto três homens ficaram do lado de fora, fazendo a segurança da rua, e outros dois subiram ao segundo andar à procura das vítimas.
Na sequência, a mulher ouviu diversos disparos vindos do piso superior. Depois da execução, os criminosos desceram e ainda atiraram contra o portão e a fachada da residência antes de fugir.


