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Casal é preso transportando 35 caixas de medicamentos emagrecedores

Esta é a quarta apreensão de remédios ilegais neste ano, sendo a segunda da semana na MS-164

Por Ana Paula Chuva | 09/01/2026 06:47
Casal é preso transportando 35 caixas de medicamentos emagrecedores
Policiais do DOF com medicamentos, celulares e veículo apreendidos (Foto: Divulgação)

Homem de 50 anos e mulher de 41 foram presos em flagrante transportando 35 caixas de medicamentos emagrecedores e 54 aparelhos celulares contrabandeados do Paraguai. O casal foi preso na MS-164, em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande, e esta é a quarta apreensão de remédios ilegais este ano.

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Casal foi detido na MS-164, em Ponta Porã, transportando 35 caixas de medicamentos emagrecedores e 54 celulares contrabandeados do Paraguai. A mercadoria, avaliada em R$ 655 mil, foi apreendida durante bloqueio policial realizado pelo Departamento de Operações de Fronteira.Esta é a quarta apreensão de emagrecedores ilegais em Mato Grosso do Sul em 2024. A Anvisa reforçou, em novembro passado, a proibição da entrada, fabricação, venda e propaganda desses medicamentos no Brasil, pois não possuem registro sanitário no país.

Equipe do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) realizava bloqueio na rodovia, perto do Trevo do Copo Sujo, quando viu o casal em um Peugeot 207. O motorista fez o retorno na pista ao ver os policiais e então foi abordado logo em seguida.

Dentro do carro os militares encontraram a mercadoria de origem paraguaia sem documentação fiscal. O casal não disse onde comprou e nem para onde levaria a carga avaliada em R$ 655 mil.

Eles receberam voz de prisão e a polícia os levou à Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã, junto com os emagrecedores e os celulares.

Rota – Esta é a 4ª apreensão de emagrecedores ilegais em Mato Grosso do Sul em 2026, sendo a segunda esta semana na MS-164, em Ponta Porã, que faz fronteira com o Paraguai. No dia 4 de janeiro, uma estudante de medicina foi presa com 134 medicamentos na BR-267, em Maracaju.

A mercadoria estava em um Renault Master e seria entregue em Campo Grande. Na vistoria foram apreendidos medicamentos rotulados como tirzepatida 15 mg, com diferentes nomes comerciais, entre eles Lipoless, Tizerc, T.G e Tirzec, além de duas ampolas de GHK-CU, composto usado para tratamento estético.

Já no dia 6, duas apreensões ocorreram. A primeira foi no Terminal Rodoviário de Maracaju. Durante a manhã, policiais flagraram um rapaz de 18 anos com 84 unidades de emagrecedores escondidos em uma boneca de pelúcia e em caixas de chocolate dentro de um ônibus intermunicipal que fazia o trajeto Ponta Porã/Campo Grande.

Na revista, foram encontradas 20 unidades de Tizerc 15, 24 de Lipoless MD 15 e 40 de Tirzepatida 15. Parte do material estava escondida dentro de caixas de chocolate e outra dentro de uma boneca de pelúcia, estratégia usada para tentar burlar a fiscalização.

Ainda na noite daquele dia, o casal foi preso na MS-164, também em um Peugeot 207, com 20 caixas de canetas emagrecedoras, 50 iPhones e 2 iPads, que seriam entregues em Campo Grande. O material foi avaliado em R$ 550 mil e levado para a Delegacia de Polícia Federal de Ponta Porã, junto com o homem de 56 anos e a mulher de 26.

Proibidos – Em novembro do ano passado, ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota técnica reforçando a proibição da entrada, fabricação, venda e propaganda de medicamentos emagrecedores no Brasil.

Esses produtos são agonistas do GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1) e não possuem registro sanitário no País. A agência nunca avaliou sua qualidade, eficácia e segurança.

A decisão é válida para os produtos T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos, Tirzazep Royal Pharmaceuticals e T.G. Indufar, listados em resoluções recentes da Anvisa. A medida foi tomada após crescerem indícios de propaganda e comércio irregular dessas substâncias, inclusive na internet, o que é proibido pela legislação brasileira. O objetivo é frear o uso inadequado e proteger a saúde da população.

Para os medicamentos devidamente aprovados no País, a responsabilidade sobre comercialização, distribuição e eventuais problemas relacionados ao uso é da empresa que detém o registro. No Brasil, os agonistas do GLP-1 autorizados dependem de receita médica com retenção.

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