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Bebê sequestrada aguarda decisão judicial para voltar para Campo Grande

Menina de 1 mês foi repatriada após resgate e está em abrigo de Ponta Porã, a 313 km da Capital

Por Ana Paula Chuva | 10/08/2026 11:13


RESUMO

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Bebê sequestrada aos 28 dias de vida e resgatada no Paraguai aguarda decisão judicial para retornar a Campo Grande. A menina está em abrigo em Ponta Porã após ser localizada em Pedro Juan Caballero. Os suspeitos Alex Melo de Abreu, foragido com mandado de prisão por homicídio, e Suzilaine foram presos em flagrante e entregues à Polícia Federal.


A bebê supostamente sequestrada aos 28 dias de vida e resgatada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na madrugada de domingo (09), aguarda decisão judicial para voltar para Campo Grande. A menina passou por exames médicos e está em um abrigo em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurou o Conselho Tutelar da cidade que faz fronteira com o Paraguai, após a decisão da Vara da Infância e Juventude de Ponta Porã, a SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) ficará responsável pelo transporte da pequena até Campo Grande. “Ainda não houve a decisão e nem sabemos quando ela será levada, mas é muito provável que ela vá para Campo Grande sim”, explicou o órgão.

Após voltar para a cidade de origem, a bebê deve passar por uma nova avaliação, assim como a família e a Vara da Infância e Juventude de Campo Grande decidirá o destino final da pequena, considerando também a investigação da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) que segue em andamento.

O Campo Grande News tentou contato com a SAS e também com a Sead (Secretaria de Estado e Assistência Social e dos Direitos Humanos) e aguarda o retorno. A equipe também esteve na sede da DEPCA, mas não foi atendida.

Bebê sequestrada aguarda decisão judicial para voltar para Campo Grande
Policiais paraguaios com bebê na casa onde ela foi encontrada (Foto: Divulgação)

Sequestro 

De acordo com o boletim de ocorrência, a bebê havia desaparecido na última quinta-feira (7), em Campo Grande. Segundo relatos da avó da criança, a mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, havia conhecido uma mulher pela internet durante a gestação, sob a promessa de realizar um ensaio fotográfico e, posteriormente, cuidar de uma criança em troca de R$ 100.

A jovem e a irmã, de 13 anos, foram até a residência da mulher e, durante a madrugada, foram abandonadas sem a bebê, próximo a uma área de mata nas imediações da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário.

Desde então, a Polícia Civil, por meio da DEPCA, com apoio de forças policiais da fronteira, tem atuado nas buscas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber para ajudar nas buscas da menina.

No sábado (8), um homem que não teve o nome divulgado foi preso pela equipe da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que presta apoio à DEPCA, responsável pela investigação do caso.

O homem preso é o proprietário da casa que teria sido emprestada a um conhecido para esconder a criança. A mãe e a irmã dele, que estiveram na delegacia, afirmaram que ele não tem envolvimento com o sequestro. Segundo elas, o homem conhece o suspeito, mas não sabia para qual finalidade o imóvel seria utilizado.

Bebê sequestrada aguarda decisão judicial para voltar para Campo Grande
Alex e Suzilaine presos no Paraguai pelo sequestro da bebê (Foto: Divulgação)

Resgate

O rastreamento de sinais telefônicos foi o ponto de partida para a polícia chegar ao local onde a bebê estava sendo mantida por Alex Melo de Abreu e Suzilaine que foram presos em flagrante.  A recém-nascida foi encontrada na residência em Pedro Juan Caballero por volta da 1h15 deste domingo.

A ação foi conduzida pela procuradora Sandra Díaz em conjunto com o Comando Bipartite e agentes do Ministério Público, em cumprimento a um mandado expedido pelo juiz criminal Álvaro Justo Rojas Almirón. Além da prisão do casal, as autoridades apreenderam aparelhos celulares, documentos e um veículo Lifan de cor azul.

Em seguida, a recém-nascida foi encaminhada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero para avaliação médica. O relatório informa que ela não possuía registro civil, certidão de nascimento ou CPF no momento do resgate. Os dois suspeitos foram expulsos do Paraguai e entregues à PF (Polícia Federal) em Ponta Porã na tarde de domingo.

Alex usava documento falso e estava foragido da justiça. Contra ele havia mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça do Amazonas por condenação de 11 anos e seis meses por um homicídio. Em fevereiro de 2022, ele atropelou e matou uma adolescente de 16 anos na cidade de Apuí. O homem também tem passagens por estelionato, furto e violência doméstica, além de se passar por policial aposentado para enganar mulheres.


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