Chefe do Comando Vermelho preso em casa de 6 milhões é entregue em Corumbá
Na lista da Interpol, Kleber Nóbrega Pereira e a esposa estavam foram pegos na Bolívia e entregues à PF
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Líder do Comando Vermelho, Kleber Nóbrega Pereira, o "Kekeu", foi preso na Bolívia e entregue à Polícia Federal em Corumbá (MS). O casal vivia em uma mansão de R$ 6 milhões em Santa Cruz de La Sierra. Ele era procurado por tráfico, lavagem de dinheiro e crimes na Bahia. A esposa, Micaely Santos Silva, também foi capturada e é investigada por movimentação financeira da facção.
Sob forte esquema de segurança, um dos principais líderes do Comando Vermelho foi entregue à Polícia Federal neste domingo (10), em Corumbá (MS), a 428 quilômetros de Campo Grande (MS). Kleber Nóbrega Pereira, o “Kekeu”, foi preso em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e transferido para o Brasil após procedimentos migratórios realizados em Puerto Quijarro.
De acordo com o portal Diário Corumbaense, a operação mobilizou agentes bolivianos da FELCN (Força Especial de Combate ao Narcotráfico) e do GIOE (Grupo de Inteligência e Operações Especiais do Leste). Além de “Kekeu”, a esposa dele, Micaely Santos Silva, também foi capturada.
O casal estava escondido em uma mansão avaliada em cerca de R$ 6 milhões no bairro Equipetrol, área nobre de Santa Cruz de la Sierra, localizada a aproximadamente 650 quilômetros da fronteira com Corumbá.
Segundo autoridades bolivianas, Kleber integrava a lista vermelha da Interpol e era procurado no Brasil por crimes ligados ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O subsecretário de Defesa Social e Substâncias Controladas da Bolívia, Ernesto Justiniano, afirmou que o investigado também aparece em documentos internacionais relacionados ao grupo criminoso Comando da Paz.
“Kekeu” atuava principalmente em Salvador e em regiões do interior baiano, sendo investigado por tráfico de drogas e armas, homicídios, roubos, corrupção de adolescentes e lavagem de dinheiro, conforme a Secretaria de Segurança Pública da Bahia.
As investigações indicam ainda que Micaely seria responsável pela movimentação financeira da facção e pela articulação de esquemas de lavagem de dinheiro com atuação na Bahia e no Rio de Janeiro.
Após a prisão em Santa Cruz de la Sierra, o casal foi levado até Puerto Quijarro, na fronteira com Corumbá, onde ocorreu a entrega oficial às autoridades brasileiras dentro dos acordos de cooperação entre Brasil e Bolívia.
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