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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

18/08/2016 09:13

Cinco fazendeiros estão presos por ataque armado contra índios em junho

Mandados de prisão solicitados pelo MPF foram cumpridos hoje de manhã pela Polícia Federal na cidade de Caarapó e em fazendas

Helio de Freitas, de Dourados
Cartuchos deflagrados recolhidos por índios após ataque de fazendeiros, no dia 14 de junho (Foto: Helio de Freitas)Cartuchos deflagrados recolhidos por índios após ataque de fazendeiros, no dia 14 de junho (Foto: Helio de Freitas)

Cinco fazendeiros foram presos na manhã desta quinta-feira (18) em Caarapó, a 283 km de Campo Grande, acusados pelo ataque armado contra índios que invadiram a fazenda Yvu, no dia 14 de junho deste ano. Os mandados de prisão preventiva determinados pela Justiça Federal em Dourados a pedido do MPF (Ministério Público Federal) foram cumpridos pela Polícia Federal.

De acordo com a assessoria do MPF, a prisão dos ruralistas faz parte da força-tarefa “Avá Guarani”, desencadeada para investigar o ataque armado que resultou em seis índios feridos a tiros e na morte do agente de saúde indígena Clodioude Aquileu Rodrigues de Souza, 26, alvejado por dois disparos na barriga e no peito.

Os mandados foram cumpridos por agentes da Polícia Federal em Dourados, Campo Grande, Caarapó e Laguna Carapã, onde também foram feitas buscas e apreensões.

“De acordo com as investigações, os fazendeiros teriam envolvimento direto com o ataque e podem incorrer nos crimes de formação de milícia privada, homicídio, lesão corporal, constrangimento ilegal e dano qualificado”, afirma a assessoria do MPF.

Para o Ministério Público Federal, as prisões visam garantir a ordem pública e objetiva evitar novos casos de violência às comunidades indígenas da região – “que já sofreram novo ataque, em 11 de julho, o qual deixou outros três índios feridos, dois deles, adolescentes”.

MPF reclama de demora – De acordo com o MPF, as investigações da força-tarefa começaram logo após a morte de Clodioude de Souza. No dia 5 de julho a Justiça Federal em Dourados expediu os mandados de prisão, que por mais de 40 dias aguardaram o cumprimento pela Polícia Federal.

Para os integrantes da força-tarefa Avá Guarani, a demora no cumprimento da ordem judicial é reflexo da “falta de priorização” da questão indígena pelo Executivo em todo o país.

“Apesar da morte de um índio e da lesão de outros nove, foi necessário aguardar 44 dias para que os responsáveis pela violência fossem presos. Se não houvesse essa demora injustificada, ao menos seria possível evitar o segundo ataque à comunidade, que feriu três indígenas”, afirma nota do MPF.



Nenhuma novidade no comportamento da PF.
Se os meliantes fossem petistas, seriam presos no mesmo dia da expedição do mandado.
Mas, como não são,....
Esse é o Brasil velho de guerra.
E tem gente que acredita que todos são iguais perante a lei.
 
Critico em 18/08/2016 11:13:09
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