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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

26/04/2016 11:01

Com afastamento de titular por 180 dias, vice assume prefeitura hoje

Jacinta Reis Cordeiro deve permanecer no cargo como interina durante afastamento de Wallas Milfont, acusado de direcionar licitação de publicidade da prefeitura de Itaporã

Helio de Freitas, de Dourados
Jacinta Cordeiro com o marido, ex-prefeito Antonio Cordeiro (Foto: Divulgação)Jacinta Cordeiro com o marido, ex-prefeito Antonio Cordeiro (Foto: Divulgação)

A vice-prefeita Jacinta Reis Cordeiro (PR) assume hoje (26) como prefeita interina de Itaporã, município a 227 km de Campo Grande, em substituição ao prefeito Wallas Milfont (PDT). Ele foi afastado na semana passada pela Justiça, acusado de direcionar licitação para contratar uma agência de publicidade. O primeiro ato será entrevista coletiva a jornalistas, às 14h, na sede da prefeitura.

Mulher do ex-prefeito Antonio Cordeiro, Jacinta foi notificada ontem pela Justiça de que deve assumir o cargo durante o afastamento do titular. Wallas foi afastado por 180 dias. Sua assessoria informou que o afastamento é apena das funções administrativas. Ele continua recebendo salário e mantém os direitos políticos, ou seja, poderá concorrer à reeleição em outubro deste ano.

Afastamento - Wallas Gonçalves Milfont é acusado pelo MPE (Ministério Público Estadual) de direcionar uma licitação realizada em novembro de 2014 para a contratação de uma agência de publicidade. O afastamento foi deferido pelo juiz Raul Ignatius Nogueira, da comarca de Itaporã.

Na decisão, o magistrado também determinou o bloqueio de todos os bens de Wallas e de outros dois acusados, Wagner Leite Fortes, ex-gerente de comunicação da prefeitura, e Letícia Berloffa Rodrigues, servidora do mesmo departamento.

A irregularidade foi alvo de investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na Operação Layout, no ano passado.

"Conclui-se então, que o requerido Wallas Gonçalves Milfont, embaraçou enquanto pode a investigação feita pelo Ministério Público, objetivando, logicamente, ocultar os fatos ilícitos por ele perpetrados, juntamente com os seus subordinados, no caso, Wagner Leite Fortes e Letícia Berloffa Rodrigues", afirmou o MP na ação que pediu o afastamento.

Motivação política – Em “nota de esclarecimento” divulgada na quinta-feira (21), a prefeitura de Itaporã atribuiu o afastamento à motivação política. Segundo a nota, a repercussão do caso ocorreu porque um desafeto político do prefeito, Rafael Campos, se auto acusou de ter direcionado, a mando de Milfont, a licitação para a contratação da agência de publicidade.

O prefeito se diz “surpreso e vitimado” pela decisão da Justiça ter sido tomada com base em uma armação política, e ressalta que em nenhum momento dificultou as investigações, encaminhando todos os documentos ao Ministério Público Estadual.

"Apesar de todos os insultos e perseguições sofridos por mim, vindos de algumas pessoas sem caráter e hombridade, o que poderia me desmotivar de lutar por Itaporã, sinto-me fortalecido para lutar", afirmou Wallas Milfont.



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