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Campo Grande, Segunda-feira, 26 de Junho de 2017

18/01/2012 11:37

Com prazo de internação vencido há 3 meses, Maníaco da Cruz espera decisão do TJ

Marta Ferreira
Maníaco está em Unei de Ponta Porã. (Foto: João Garrigó)Maníaco está em Unei de Ponta Porã. (Foto: João Garrigó)

Mais de três meses depois de vencido o prazo legal para a internação de Dionathan Celestrino, de 19 anos, que em 2008 assassinou três pessoas e ficou conhecido como o Maníaco da Cruz, a Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido de liberdade para o Jovem. Ele permanece, então, na Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã.

A liberdade para ele foi pedida no dia 8 de outubro do ano passado, pela Defensoria Pública, sob o argumento de que a lei só permite internação por 3 anos de adolescentes que cometem infrações, nome jurídico para crimes quando envolvem menores de 18 anos.

O pedido foi negado pela Vara da Infância e Juventude em Ponta Porã. A Defensoria, então, entrou com pedido de habeas corpus no TJ (Tribunal de Justiça).

Em novembro, a liminar foi rejeitada pelo desembargador Romero Osme Dias Lopes. Em sua manifestação, o MPE (Ministério Público Estadual) defendeu que o Maníaco não seja solto.

Ainda não houve a decisão definitiva, pois o processo aguarda a anexação do laudo psiquiátrico, a partir do exame feito em dezembro. Embora todo o processo seja sigiloso, por envolver fatos cometidos quando Dhionatan era menor de idade, quando ele foi submetido a exame psiquiátrico, o médico responsável revelou que o quadro sugeria psicopatia.

Esta semana, o desembargador solicitou que esse laudo seja anexado ao processo, para a decisão.

Como a lei impede internações por mais de 3 anos, para não voltar ao convívio da sociedade, a solução seria uma interdição judicial, já

solicitada pelo MPE, e também aguarda a resposta da Justiça.

Enquanto isso, Dhionatan permanece na Unei de Ponta Porã, onde seu comportamento é considerado tranquilo.

Se o TJ rejeitar o pedido de liberdade, o caminho da Defensoria Pública vai ser acionar o STJ (Superior Tribunal de Justiça.




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