Apesar do Super El Niño, Pantanal pode ter menos fogo que em 2024
Dado sobre seca destacado por ministro aponta um cenário também difícil, mas diferente

Em coletiva de imprensa realizada nesta manhã (2), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, reforçou que o Pantanal de Mato Grosso do Sul é área crítica para incêndios florestais impulsionados pelo Super El Niño e recebe suporte do Governo Federal para preveni-los e enfrentá-los. Apontou, no entanto, que os impactos podem não ser tão graves quanto os de 2024.
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O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que o Pantanal de Mato Grosso do Sul é área crítica para incêndios florestais, mas que os impactos do Super El Niño podem ser menos graves do que os de 2024. A avaliação se baseia no monitoramento de secas, que indica menor escassez hídrica na região. O governo federal investiu R$ 521 milhões no combate aos incêndios no país, sendo R$ 150 milhões destinados a cinco estados.
O indicativo é baseado no monitoramento das secas feito por órgãos federais. Segundo dados trazidos pelo ministro, a região Centro-Oeste sofreu mais com a escassez hídrica na véspera daquele ano do que sofre atualmente.
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“Em julho de 2023, a situação de seca era mais intensa do que é observada hoje no Centro-Oeste, em 30% [da área]. Antes, era de mais de 90%”, comparou.
Capobianco também falou da precipitação, outra razão para crer num cenário menos assustador. “Apesar do El Niño ser mais grave, os efeitos ainda estão chegando. Temos tido chuva no Pantanal, a situação não está tão grave, mas nós estamos extremamente atentos”, pontuou.
O ministro lembrou que 2024, ano com incêndios recordes no bioma em Mato Grosso do Sul de acordo com dados do Lasa/UFRJ (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), também marcou o maior sucesso em termos de articulação entre o Estado e o Governo Federal.
“Em relação ao Pantanal, eu diria que tivemos um dos casos mais bem sucedidos de atuação intergovernamental em 2024. Fizemos a antecipação do cronograma natural de incêndios, eles iniciaram em maio. Vínhamos trabalhando na preparação e fomos pegos no turbilhão, foi surpreendente”, declarou.
João Paulo destacou que a atuação do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Naturais) foi estruturante naquele ano. “Fizemos bases operacionais provisórias e articulamos parceria intensa com o Governo de Mato Grosso do Sul, onde estavam ocorrendo maiores incêndios”, finalizou.
Este ano - Durante a coletiva, a Ministra da Casa Civil, Miriam Aparecida Belchior, disse que o suporte aos governos estaduais e municípios segue ocorrendo.
Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Piauí receberam R$ 150 milhões em EPIs (equipamentos de proteção individual), equipamentos, veículos e reformas de bases operacionais do Fundo Amazônia com o objetivo de impedir e combater os incêndios. O total no País foi de R$ 521 milhões, segundo os ministros.
Abaixo da média - A área queimada no Pantanal sul-mato-grossense entre 1º de janeiro e 23 de agosto deste ano ficou 76,72% abaixo da média registrada no mesmo período entre 2012 e 2025, segundo dados divulgados ontem (1º) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
O fogo atingiu 95.004 hectares do bioma em 2026. O documento é publicado semanalmente e reúne dados atualizados sobre incêndios em vegetação e ações de prevenção, preparação e combate nos seis biomas brasileiros.
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