ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
SETEMBRO, QUARTA  02    CAMPO GRANDE 19º

Na Íntegra

Reinaldo defende levar mais recursos às cidades para reduzir peso da União

Série de entrevistas com candidatos ao Senado começa no Podcast Na Íntegra com o ex-governador

Por Maristela Brunetto | 02/09/2026 11:42

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

Reinaldo Azambuja, com 30 anos de trajetória política, disputa uma das vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul e participou do podcast Na Íntegra, do Campo Grande News. O candidato defendeu maior repasse de recursos aos municípios, reforço da segurança na fronteira, redução dos gastos federais e combate ao endividamento. Ele também sinalizou voto favorável ao impeachment de ministros do STF caso seja eleito.

Com cerca de 30 anos de trajetória política, que inclui passagens pela Prefeitura de Maracaju, pelo Governo de Mato Grosso do Sul, pela Assembleia Legislativa e pela Câmara dos Deputados, Reinaldo Azambuja (PL) disputa neste ano uma das duas vagas ao Senado pelo Estado.

Ele é o primeiro candidato das disputas majoritárias a participar do podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, nesta campanha eleitoral. Com origem na política municipal, Azambuja defendeu maior destinação de recursos às prefeituras, sob o argumento de que é nas cidades que as principais demandas da população precisam ser atendidas. "Menos Brasília e mais Brasil", sentenciou.

Na entrevista, o candidato também apontou como prioridades, caso seja eleito, o reforço da segurança pública na faixa de fronteira, a redução dos gastos do governo federal como forma de contribuir para a queda dos juros e o enfrentamento do endividamento de famílias e empresas. Azambuja ainda falou sobre a relação entre o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal) e sobre o papel do Senado nesse debate.

Eu vou ser demandado e claro que me obrigarei, assim como fui como governador municipalista, a levar o dinheiro das emendas, dos recursos federais para as 79 cidades.”



Azambuja aponta que a bancada federal tem acesso a mais de R$ 500 milhões, além das emendas individuais, e ouvirá representantes das cidades para definir prioridades. “Eu não vou inventar a roda.”

O candidato apontou que decidiu concorrer ao Senado por ver temas prioritários ao Estado que exigem defesa em Brasília, como eventuais prejuízos diante da Reforma Tributária, a necessidade de concretizar a retomada do transporte ferroviário e fazer a concessão da hidrovia no Rio Paraguai, além da correção da tabela por procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde).

Estamos na iminência de uma Reforma Tributária, que muda o contexto e eu entendo que Mato Grosso do Sul perde. Estando no Senado, posso ajudar o meu Estado a não perder tanto.”



Na área da segurança pública, Azambuja afirmou que, na prática, são as forças estaduais que mantêm a atuação cotidiana na região de fronteira, diante da ausência de policiamento ostensivo permanente das corporações federais. Segundo ele, cerca de 70% dos presos no Estado têm ligação com o tráfico de drogas, o que gera custos que, na avaliação do candidato, não deveriam recair apenas sobre Mato Grosso do Sul. Por isso, defende maior participação financeira da União e integração entre os serviços de inteligência. “A luta vai ser essa”, afirmou.

Azambuja também defendeu uma reforma administrativa para reduzir os gastos da União e enxugar a estrutura federal. Na avaliação dele, o elevado custo da máquina pública contribui para manter os juros em patamar alto, com reflexos sobre o endividamento de famílias e empresas. O candidato sustenta que a redução das despesas do Estado ajudaria a aliviar esse cenário.

Cenário político – Passados os meses das mudanças partidárias dele e do governador Eduardo Riedel (PP) e as alianças formadas, incluindo a desistência do senador Nelson Trad Filho (PSD) para ser seu suplente, ele considera que as articulações foram inteligentes para “fortalecer o palanque de centro-direita” contra a oposição.

Sobre o candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL), Azambuja considera improvável sua vinda ao Estado no primeiro turno. Está confirmada a participação da esposa dele, Fernanda, para se reunir com mulheres.

O candidato ao Senado ainda falou sobre as distensões entre os poderes em Brasília, criticando o STF (Supremo Tribunal Federal) e defendendo eventual impeachment de ministros.

Você pode ter certeza, se eu chegar no Senado, como eleito por Mato Grosso do Sul, eu vou votar a favor de impeachment de ministro que está muitas vezes sob suspeição e que tem provas concretas de que ele fez algo errado para o Brasil.”