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16/10/2018 08:35

Defesa tenta anular condenação de político paraguaio preso em MS

Acusado de mandar matar jornalista paraguaio há quase quatro anos, Vilmar Neneco Acosta foi preso em Juti em março de 2015

Helio de Freitas, de Dourados
Ex-prefeito de Ypejhú, Neneco está preso em Assunção (Foto: Última Hora)Ex-prefeito de Ypejhú, Neneco está preso em Assunção (Foto: Última Hora)

Vilmar Neneco Acosta, ex-prefeito de Ypejhú, cidade paraguaia vizinha de Paranhos (MS), recorreu à Câmara de Apelações do Paraguai para tentar anular a pena de 39 anos de prisão pelo assassinato do jornalista Pablo Medina e de sua secretária Antonia Almada.

Os crimes ocorreram em outubro de 2014 em uma estrada rural de Villa Ygatimí, Departamento de Canindeyú, também na fronteira com Mato Grosso do Sul.

Neneco foi preso em março de 2015 no município de Juti (MS), onde estava escondido. Ele tentou evitar sua extradição apresentando uma certidão de nascimento emitida no território brasileiro, mas o documento foi considerado falso.

O caso foi parar no STF (Supremo Tribunal Federal). No final de 2016, Neneco foi extraditado de Campo Grande para Assunção, onde foi condenado em abril deste ano. Ele cumpre a pena no presídio de segurança máxima de Tacumbú, na capital paraguaia.

Após o recurso apresentado pelos advogados de defesa para tentar anular a condenação por falta de provas, o Ministério Público paraguaio solicitou que a Câmara de Apelações de Salto Del Guairá mantenha a pena.

O promotor Vicente Rodríguez apresentou um ofício para que os camaristas (equivalentes a desembargadores) se pronunciem sobre o recurso dos advogados de Neneco. Segundo ele, os familiares do jornalista estão preocupados com a possibilidade de a pena ser anulada.

Neneco foi acusado de mandar matar Pablo Medina por causa das reportagens que o repórter do jornal ABC Color publicava ligando o político ao narcotráfico.

Acusado de matar o jornalista e Antonia Almada a tiros de escopeta, Flavio Acosta Riveros, sobrinho de Neneco, está preso no Paraná e será julgado pelo crime por um jurado popular em Curitiba, por determinação da juíza federal brasileira Gabriela Hardt.

Wilson Acosta Marques, irmão de Neneco e considerado o mais temido do clã Acosta, também foi denunciado pela dupla execução, mas está foragido. Segundo autoridades paraguaias, ele se esconde em comunidades indígenas da fronteira.

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