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Campo Grande, Sábado, 24 de Agosto de 2019

04/02/2019 15:32

Demissões fora de MS derrubam índice local de emprego, diz prefeitura

Só Missão Caiuá demitiu 5 mil profissionais na área de saúde indígena em pelo menos 10 estados diferentes

Helio de Freitas, de Dourados

O título de cidade que mais demitiu em 2018 virou levou o nome de Dourados ao noticiário nacional mais uma vez. De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a cidade fechou 8,5 mil vagas de emprego no ano passado.

Nesta segunda-feira (4), a prefeitura explicou que o saldo negativo foi influenciado por demissões feitas pela Missão Evangélica Caiuá em outros estados, onde a ONG mantinha equipes para atendimento de saúde às populações indígenas.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico Rose Ane Vieira disse que a Missão Evangélica Caiuá tem CNJP em Dourados, por isso as demissões apareceram como se tivessem ocorrido na segunda maior cidade de MS.

“A Missão Caiuás foi vencedora de licitação para contratação de profissionais na área de saúde para o Sesai (Serviço de Saúde Indígena) e responsável pela contratação de 9.500 empregados, distribuídos em vários Estados do Brasil, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Acre, Tocantins, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, justifica.

Com o fim do contrato com o governo federal, foram demitidos 5.000 trabalhadores, a grande maioria em outros estados. No entanto, apenas 50 prestavam serviço em Dourados.

Clevison Daniel Dutra, advogado da Missão Caiuá, explica que essas demissões em massa são comuns em período de transição no governo federal.

A maioria das pessoas desligadas já foi recontratada, sendo que 40% ficaram com a Missão e 60% a cargo de outras instituições, já que a ONG douradense perdeu parte dos contratos que mantinha.

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