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Interior

Ex-chefe de gabinete é condenado por tentar matar namorado da ex-mulher

Valdenir Feliciano da Silva, conhecido por “Tutinha Preto”, responderá em regime semiaberto

Por Geniffer Valeriano | 24/02/2024 11:36

Valdenir Feliciano da Silva, conhecido por “Tutinha Preto”, de 46 anos, foi condenado por tentar matar namorado da  ex-mulher a tiros em um posto de combustível. Na época da tentativa do homicídio, o homem era chefe de  da Prefeitura de Ivinhema, cidade que fica a 289 km de Campo Grande.

O réu foi levado a júri nesta quinta-feira (22), mas o resultado foi divulgado pelo Ministério Público do Estado nesta sexta-feira (23). Ao fim do julgamento, Valdenir foi condenado por tentativa qualificada de homicídio a uma pena fixada em 5 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicial semiaberto.

Vídeo que circulou nas redes sociais mostra o então chefe de gabinete com uma arma em punho após disparar contra outro homem em um posto de combustíveis, na noite do dia 22 de dezembro de 2022. Ele fica próximo a uma caminhonete Toyota Hilux, cor prata, e as imagens mostram pessoas correndo para se proteger dos disparos.

O alvo do homem era um rapaz que estaria namorando sua ex. Foram feitos vários disparos, que atingiram um veículo Volkswagen Golf e uma Saveiro. Ao menos oito cápsulas de calibre 9 milímetros foram encontradas no local.

Após efetuar os disparos, Valdenir de gabinete fugiu na Hilux. Ninguém ficou ferido e o caso é apurado pela polícia.

Carro alvejado por tiros em posto de combustíveis (Foto: Ivinotícias)
Carro alvejado por tiros em posto de combustíveis (Foto: Ivinotícias)

Investigação - A investigação apontou que já havia registros policiais de ameaças feitas à vítima. O rapaz informava que desde o começo do mês estava sendo perseguido e ameaçado de morte pelo suspeito.

Durante a apuração, a polícia constatou que o motivo era, de fato, ciúmes. Foi então que pediu a prisão preventiva do ex-chefe de gabinete pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo torpe e utilização de recurso que dificultou a defesa do ofendido na forma tentada.

O pedido foi aceito pela Justiça, que decretou a prisão de Tutinha. O ex-chefe de gabinete foi localizado quando chegava em casa, na tarde da véspera do Natal de 2022. Com ele, foi apreendida a arma utilizada no crime.

Justificativa - Tutinha encaminhou nota aos sites locais, justificando a atitude. Ele alega que estava sendo ameaçado após iniciar relacionamento amoroso com uma mulher e que o rapaz sentia ciúmes do casal. "Efetuei nenhum disparo contra a pessoa dele, somente em direção ao veículo, pois temia contra minha vida Em breve me apresentarei à autoridade policial para esclarecer tudo o que aconteceu", disse.

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