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Campo Grande, Domingo, 25 de Agosto de 2019

04/02/2019 18:21

Ex-presidente da Câmara preso por corrupção é levado para penitenciária

Acusado de chefiar organização criminosa, Idenor Machado está preso há seis dias após ter liberdade revogada pelo TJMS

Helio de Freitas, de Dourados
Idenor Machado, no dia em que foi levado pela primeira vez para a PED, em dezembro (Foto: Adilson Domingos/Arquivo)Idenor Machado, no dia em que foi levado pela primeira vez para a PED, em dezembro (Foto: Adilson Domingos/Arquivo)

Preso pela terceira vez menos de dois meses, o vereador Idenor Machado (PSDB), foi levado na tarde desta segunda-feira (4) para a PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

Ele é um dos denunciados na Operação Cifra Negra, que investiga esquema de corrupção envolvendo licitações fraudulentas na Câmara da segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

Desde terça-feira da semana passada, Idenor estava em uma cela improvisada na 1ª Delegacia de Polícia Civil e hoje foi levado para o presídio, após autorização judicial.

Presidente da Câmara de 2011 a 2016 e no terceiro mandato consecutivo, Idenor é acusado de comandar o esquema envolvendo o pagamento de propina a vereadores e servidores do Legislativo, feito por empresas de tecnologia da informação terceirizadas pela Câmara.

Idenor se apresentou no dia 30 de janeiro na delegacia, um dia após o Tribunal de Justiça de MS revogar a liberdade durante julgamento em plenário do pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.

A decisão do plenário do TJ derrubou a liminar do desembargador Paschoal Carmello Leandro, que garantiu a liberdade a Idenor Machado em dezembro de 2018.

O vereador chegou a ser preso no dia 18 de janeiro por determinação do juiz substituto da 1ª Vara Criminal de Dourados Alessandro Leite Pereira e passou o fim de semana em uma cela na 1ª Delegacia de Polícia Civil, após ser acusado pelo Ministério Público de descumprir medidas cautelares estabelecidas para o relaxamento da prisão preventiva ao visitar a Câmara de Vereadores.

Entretanto, três dias depois, Paschoal Carmello Leandro acatou os argumentos da defesa do vereador tucano de que não havia nas medidas cautelares a proibição de ir à Câmara.

O desembargador viu “usurpação de competência” do juiz douradense por decretar a prisão. No julgamento do habeas corpus em plenário, no entanto, o TJ restabeleceu a prisão.

Soltos - Dos 11 acusados na Operação Cifra Negra, Idenor é o único preso. O TJ manteve o habeas corpus dos vereadores Pedro Pepa (DEM) e Pastor Cirilo Ramão (MDB).

Também vão continuar em liberdade o ex-vereador Dirceu Longhi (PT), os empresários Denis da Maia, Jaison Coutinho, Karina Alves de Almeida e Franciele Aparecida Vasul e o ex-servidor da Câmara Alexandro de Oliveira de Souza. Todos tinham sido soltos menos de duas semanas após a prisão, em dezembro.

O TJ concedeu liberdade na semana passada ao ex-servidor Amilton Salina, o único dos dez presos no dia 5 de dezembro que permaneceu atrás das grades todo esse tempo. Ele tinha condenação anterior por outro escândalo de corrupção, a Máfia dos Consignados, em 2011.

Os dez mais uma funcionária de Denis da Maia – Patrícia Guirandelli Albuquerque – foram indiciados na Polícia Civil por fraude em licitação, corrupção ativa, peculato, corrupção passiva e organização criminosa.

Os investigados são acusados de fraudar procedimentos licitatórios, impossibilitando a concorrência, uma vez que todas as empresas concorrentes no certame seriam de propriedade de Denis da Maia, o qual, segundo as investigações, efetuava pagamentos mensais de propina a vereadores e servidores da Câmara de Dourados para manter o esquema.

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