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Interior

Ex-secretário preso por desvio milionário é libertado após decisão do STJ

Lenilso é acusado de participar do desvio de R$ 23 milhões dos cofres públicos de Maracaju entre 2019 e 2020

Por Mirian Machado | 18/05/2022 15:32
Lenilso é acusado de ter desviado R$ 23 milhões do cofre público de Maracaju. (Divulgação)
Lenilso é acusado de ter desviado R$ 23 milhões do cofre público de Maracaju. (Divulgação)

Ex-secretário de Fazenda de Maracaju, Lenilso Carvalho Antunes, ganhou liberdade ontem (17) após ficar quase oito meses preso acusado de integrar a organização criminosa que teria desviado R$ 23 milhões do cofre público do município em 2019 e 2020.

A soltura foi confirmada pelo advogado Rodrigo Dalpiaz. A decisão é do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que concedeu parcialmente a ordem e substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, como suspensão do exercício de qualquer função pública, proibição de acesso aos órgãos públicos municipais, proibição de manter contato com os corréus até o final da instrução, proibição de mudar-se ou ausentar-se da comarca sem prévia comunicação e autorização do juízo e ainda comparecimento mensal em juízo.

Assim, determino a soltura do acusado Lenilso, servindo a presente decisão como alvará de soltura e intimação das medidas cautelares diversas da prisão acima mencionadas”, afirma a decisão.

Ainda segundo a ordem, pode ser decretada novamente a prisão preventiva em caso de descumprimento das obrigações.

Lenilson Antunes (à direita) e o ex-prefeito Maurílio Azambuja, réus por corrupção. (Foto: Divulgação)
Lenilson Antunes (à direita) e o ex-prefeito Maurílio Azambuja, réus por corrupção. (Foto: Divulgação)

Lenilso, o ex-prefeito Maurílio Ferreira Azambuja (MDB) e outras sete pessoas, entre ex-servidores, empresários e “laranjas” do esquema, foram alvos em setembro do ano passado da Operação Dark Money, deflagrada pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), da Polícia Civil.

Todos são acusados de usarem conta bancária “fantasma” para aplicar o golpe contra o cofre público da cidade localizada a 160 km da Capital.

Maurílio também ganhou liberdade em 2 de março deste ano, desde então, segue em regime domiciliar em razão da idade e comorbidades, informou Dalpiaz, que também faz a defesa do ex-prefeito.

Em fevereiro, Maurílio por procedimento cirúrgico. Ele, que tem 73 anos e também é médico, faz tratamento médico contra o câncer.

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