Executada dentro de casa, mulher era acusada de vender drogas com o filho
Segundo o Ministério Público, o tráfico ocorria no mesmo imóvel invadido por criminosos
A casa onde Kátia Lima Chimenes, de 36 anos, foi executada com um tiro na cabeça na noite deste sábado (20), em Maracaju, já aparecia em uma investigação por tráfico de drogas. Segundo denúncia do Ministério Público, ela era acusada de vender entorpecentes com um dos filhos no imóvel da família, na Vila Juquita.
RESUMO
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Kátia foi morta meses depois de ter sido presa em flagrante no mesmo contexto investigado pela polícia. A denúncia, apresentada em janeiro deste ano, aponta que ela e Francieu Endrik Ferreira Chimenes mantinham no local porções de crack e maconha destinadas à venda. Os dois passaram a responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Conforme os autos, a ação que resultou na prisão ocorreu em outubro de 2025, depois que a Polícia Militar recebeu denúncia de que uma mulher conhecida como Kátia estaria comercializando drogas na região da antiga Estação Ferroviária, área próxima ao imóvel. Quando os policiais chegaram, encontraram pessoas nos fundos da residência.
Durante a abordagem, um homem foi flagrado com uma porção de crack. Já dentro da casa, os policiais encontraram 12 porções de crack fracionadas, uma porção de maconha e R$ 790 em dinheiro. Para o Ministério Público, a forma como a droga estava embalada indicava que o usuário havia acabado de comprar o entorpecente no local.
A denúncia também cita que o endereço já era conhecido das forças de segurança como ponto de venda de drogas. Um mês antes da prisão de Kátia, segundo registro policial mencionado no próprio procedimento, a residência dela já havia sido alvo de outra ação, quando foram encontradas armas e entorpecentes.
Apesar do flagrante, Kátia e o filho foram soltos após audiência de custódia e passaram a responder ao processo em liberdade. A ação penal ainda não teve julgamento definitivo.
Na noite deste sábado, a mesma casa voltou a ser cenário de crime. Segundo o boletim de ocorrência, dois homens usando roupas escuras e capacetes chegaram pelos fundos do imóvel, região que dá acesso à área conhecida como Poeirinha/Estação Ferroviária. Um deles entrou pela janela da cozinha, enquanto o outro permaneceu do lado de fora.
Kátia estava na sala quando foi atingida. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas constatou a morte. A perícia apontou que ela sofreu um disparo na cabeça. Duas cápsulas de munição calibre .380 foram recolhidas no local.
O companheiro da vítima também estava na residência e relatou à polícia que ouviu o disparo enquanto trocava de roupa no quarto. Ao sair para ver o que havia acontecido, encontrou Kátia caída e se deparou com um dos criminosos. Segundo o relato, o homem apontou a arma para ele, mandou que abaixasse a cabeça e tentou atirar, mas o disparo falhou.
Após a execução, os autores fugiram pela mesma janela usada para entrar na casa. A Polícia Civil investiga quem matou Kátia e qual foi a motivação do crime. Até agora, ninguém foi preso.
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