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Interior

Expulso em tempo recorde, líder do PCC no Paraguai é entregue à PF

Eduardo Aparecido de Almeida, o Pisca, morava numa mansão em Assunção protegido por oficial da Polícia Nacional

Por Helio de Freitas, de Dourados | 19/07/2018 11:31
Chefe regional do PCC no Paraguai no momento em que foi preso (Foto: Divulgação/Senad)
Chefe regional do PCC no Paraguai no momento em que foi preso (Foto: Divulgação/Senad)

Eduardo Aparecido de Almeida, 39, o “Pisca”, chefe das operações do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraguai e na Bolívia, já está em poder da Polícia Federal brasileira. Preso pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) na tarde desta quarta-feira (18) em uma mansão em Assunção, o bandido brasileiro foi expulso do Paraguai e entregue à PF em Foz do Iguaçu (PR) no início da madrugada de hoje.

O ministro Hugo Vera, que comanda a Senad, reconheceu que Eduardo de Almeida só foi localizado após informações recebidas da Polícia Federal do Brasil e tentou justificar o fato, afirmando que as autoridades brasileiras têm mais condições de rastrear os bandidos que passaram por suas prisões.

Na capital paraguaia, Pisca morava há pelo menos um mês em uma mansão alugada – a casa pertence a um ex-jogador de futebol argentino que entregou o imóvel para ser administrado por uma imobiliária.

Além do avançado sistema de segurança com câmeras ao redor da casa, Pisca contava com a proteção de agentes da Polícia Nacional do Paraguai.

O oficial Carlos Alfredo Mendoza foi preso na mansão do chefe do PCC. Ele é acusado de ser segurança particular do traficante e responsável em fornecer documentos para Eduardo Almeida circular livremente como cidadão paraguaio.

Também foi expulso do Paraguai entregue à PF o brasileiro Ricardo Moraes Alves, apontado pela Senad como suposto “colaborador próximo” do PCC.

Segundo a polícia paraguaia, além de comandar a conexão para trazer cocaína da Bolívia e enviar ao Brasil através do Paraguai, Pisca é suspeito de envolvimento no bilionário assalto ao principal cofre da empresa Prosegur em Ciudad del Este, em abril de 2017.

Na mansão com piscina e móveis caros onde o brasileiro morava, a Senad apreendeu 102.000 dólares em dinheiro, documentos, telefones, computadores, duas caminhonetes e duas motocicletas esportivas importadas. Pisca tem seis mandados de prisão no Brasil por tráfico de drogas e de armas, formação de quadrilha, sequestro e homicídios.

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