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Interior

Falta de elementos para identificar suspeito de decapitar homem dificulta prisão

Esposa não sabe nome do suspeito nem da famíia dele. Homem fugiu

Por Mirian Machado | 23/02/2021 16:06
Machado achado próximo ao corpo pode ter sido utilizado em decapitação (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Machado achado próximo ao corpo pode ter sido utilizado em decapitação (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A Polícia Civil de Tacuru está com dificuldade para identificar e pedir pela prisão do suspeito de assassinar e decapitar o indígena Sérgio Gimenez de 27 anos no município que fica a 427 km de Campo Grande.  O corpo foi encontrado em uma trilha sem a cabeça, que segue desaparecida. A vítima teria ido visitar a filha quando desapareceu.

A principal linha de investigação é de crime passional e o principal suspeito seria o atual marido da ex mulher da vítima. Segundo o delegado Edgard Punsky, responsável pelo caso, em depoimento na tarde de segunda-feira (22) a mulher contou à polícia que mora com o suspeito há poucos meses e que ele tinha ciúmes da vítima por conta da proximidade deles em relação à filha que eles têm em comum. “O agravante é que ambos bebiam, vítima e autor. Muitas vezes frequentavam o mesmo bar que fica nas proximidades”, afirmou o delegado.

O que dificulta a investigação, conforme a polícia é que a mulher, que vive com o suspeito há alguns meses sabe apenas seu primeiro nome. “Ela não sabe absolutamente de nada. Sobrenome, nome da sogra, não tem uma foto com ele, o que dificulta”, disse Punsky, contando ainda sobre a questão nômade. “Há diversas aldeias na fronteira tanto aqui quanto no Paraguai e os indígenas migram muito, mas uma hora ele vai ter que aparecer”.

A mulher  teria contado ainda que viu a vítima pela última vez entre domingo e terça-feira da semana passada. Sobre o marido, disse que esteve com ele na sexta-feira, mas que ele desapareceu no sábado.

O delegado Edgar afirmou ao Campo Grande News que até o momento o homem é o único suspeito. “O que colabora para que ele seja suspeito é que ele se evadiu do distrito de culpa, não se apresentou, fugiu. Sem identificação não conseguimos pedir a prisão. Vou pedir a prisão de quem?”, conclui, afirmando ainda que as buscas por outros elementos continuam.

Sérgio, que era serviços gerais em uma fazenda, tinha passagens por violência doméstica, furto e tentativa de homicídio. Apesar disso nunca relatou ter sofrido ameaça. A família contou à polícia que ele não tinha inimigos declarados, somente a desavença com o suspeito.

Tatuagem ajudou mãe a identificar corpo de filho (Foto: Ponta Porã News)
Tatuagem ajudou mãe a identificar corpo de filho (Foto: Ponta Porã News)

Caso- O corpo foi reconhecido pela mãe por foto divulgada pela imprensa de tatuagem em um dos braços. Ela procurou a polícia e apresentou documentos do filho.

O cadáver foi achado em avançado estado de putrefação, na noite de sábado (20), por um jovem que tomava banho em riacho próximo ao local onde o corpo foi abandonado. Sérgio estava desaparecido desde quarta-feira (17), quando saiu de casa e não foi mais visto.

Ele foi encontrado usando apenas uma calça jeans preta e sem nenhuma documentação. Próximo ao corpo, foi achado um machado, que pode ter sido utilizado na decapitação de Sérgio.

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