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Interior

Família de morto por justiceiros nega ligação do rapaz com crimes

Vítima tinha ido morar em Pedro Juann Caballero havia dois meses

Por Clayton Neves | 27/09/2021 17:48
Rogério foi morto com vários tiros de pistola 9 mm (Foto: reprodução / Facebok)
Rogério foi morto com vários tiros de pistola 9 mm (Foto: reprodução / Facebok)

A notícia do assassinato de Rogério Laurete Buosi, de 26 anos, deixou toda a família sem chão. Para quem era próximo ao rapaz, o que causou ainda mais indignação foi o fato de a vítima ter sido associada ao crime, fato que todos negam insistentemente. O jovem morreu dois meses após se mudar de Araçatuba (SP) para Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia, fronteira com Ponta Porã.

“Eu era melhor amiga do meu irmão e ele me contava tudo, seja coisas certas como erradas. Ele não participava de roubos e furtos como estão dizendo. Meu irmão morreu e está sendo taxado como ladrão”, afirma a irmã de Rogério, a promotora de vendas Ana Lara Batista Leal, de 21 anos

Segundo ela, o jovem decidiu morar na fronteira depois de terminar um relacionamento. “Uns amigos dele moravam lá e ele foi com a promessa de trabalhar na empresa de uns conhecidos”, acrescenta.

Bilhete que foi dixado ao lado do corpo (Foto: divulgação) -
Bilhete que foi dixado ao lado do corpo (Foto: divulgação) -

Para a família, Rogério disse que trabalhava em uma serralheria e não relatou qualquer ameaça. Na madrugada de domingo (25), eles receberam por ligação a notícia do homicídio. “Uma conhecida dele lá entrou em contato com a gente pelas redes sociais, conseguiu nosso telefone e ligou falando”, relata.

Para  Ana Lara, o crime requer respostas que não foram dadas. “Ninguém da polícia ligou ou nos deu qualquer informação. Essa história do bilhete não procede e queremos saber o que houve”, desabafa.

O corpo de Rogério chegou pela manhã em Araçatuba e será sepultado no fim da tarde desta segunda-feira (27).

O caso - Rogerio Laurete Buosi, de 26 anos, foi executado na noite de ontem (25) na casa onde vivia, no Bairro Defensores Del Chaco, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã.

De acordo com informações policiais, os autores conhecidos como justiceiros deixaram recado escrito numa folha de papel, ao lado do corpo, com a frase: “Não roubar na fronteira”, assinado por: “juss front”. Os alvos dos assassinos são suspeitos de roubos e furtos nas duas cidades.

A vítima foi encontrada no colchão, em um dos quartos, com vários ferimentos causados por arma de fogo. Foram constatados 7 tiros de calibre 9 milímetros na cabeça, três tiros no braço esquerdo e um tiro na mão esquerda.




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