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Interior

Apesar de falhas ambientais, gado no Taquari não sofreu maus-tratos em fazenda

PMA encontrou 5 árvores cortadas e danos em área de preservação e responsabilizou proprietário

Por Kamila Alcântara | 11/09/2026 11:13

A PMA (Polícia Militar Ambiental) não encontrou sinais de maus-tratos no rebanho de uma fazenda às margens do Rio Taquari, em Rio Verde de Mato Grosso, mas identificou duas infrações ambientais na propriedade. A conclusão consta no relatório final da fiscalização enviado ao Campo Grande News nesta sexta-feira (11).

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A Polícia Militar Ambiental não encontrou sinais de maus-tratos em rebanho de fazenda às margens do Rio Taquari, em Rio Verde de Mato Grosso, mas identificou duas infrações ambientais na propriedade: ausência de cercamento na Área de Preservação Permanente e corte irregular de cinco árvores nativas. O proprietário foi notificado e autuado. O relatório não esclarece a origem dos bovinos mortos que motivaram a denúncia.

A vistoria foi realizada após pescadores e uma guia de turismo registrarem bovinos magros, atolados e mortos em bancos de areia do rio. As imagens foram feitas nas proximidades da região conhecida como Jatobá e divulgadas pelo jornal no dia 4 de setembro.

Com aproximadamente 20 mil hectares, a propriedade foi vistoriada por terra e com o auxílio de um drone. Segundo a PMA, os policiais percorreram diferentes invernadas e encontraram açudes cheios, usados para abastecer o gado, além de animais considerados gordos e em fase de engorda.

“Durante a vistoria, não ficou evidenciada a presença de animais debilitados, fracos, desprovidos de alimento ou que pudessem apresentar características ou materialidade que configurem a prática de maus-tratos”, informou a corporação.

Às margens do Taquari, porém, os policiais encontraram três bovinos sobre um banco de areia. Eles foram retirados imediatamente e levados para o interior da fazenda por determinação da equipe. Após serem examinados, não apresentaram sinais aparentes de maus-tratos, conforme o relatório.

A fiscalização constatou que a APP (Área de Preservação Permanente) do rio não possui cercamento. Com isso, o gado consegue chegar ao leito e provoca danos ao solo e à vegetação por meio do pisoteio. A PMA afirmou ainda que o movimento de embarcações pode dificultar o retorno dos animais à propriedade.

O dono da fazenda foi advertido e notificado para cercar a área protegida. Ele também foi responsabilizado por destruir e danificar a APP e utilizá-la em desacordo com as normas ambientais. O relatório não informa se houve aplicação de multa nem apresenta valores.

Durante a operação, os policiais também encontraram cinco árvores nativas ainda vivas cortadas sem autorização ambiental. O responsável pela propriedade foi autuado pela exploração irregular da vegetação.

Apesar de descartar os maus-tratos entre os animais examinados durante a vistoria, o documento não esclarece a origem dos bovinos mortos mostrados nas imagens que motivaram a denúncia. Também não informa se a propriedade fiscalizada é a Fazenda Alvorada, onde ocorreu a mortandade registrada em 2024.

Apesar de falhas ambientais, gado no Taquari não sofreu maus-tratos em fazenda
Apesar de falhas ambientais, gado no Taquari não sofreu maus-tratos em fazenda
Vistoria demorou mais de dois dias e confirmou que os animais estavam saudáveis, mas acessaram área de preservação (Foto: Divulgação)

Caso anterior - Em 2024, 268 bovinos foram encontrados mortos e outros 716 estavam desnutridos e em situação de maus-tratos na Fazenda Alvorada, também em Rio Verde de Mato Grosso. Na época, a fiscalização constatou falta de água, pastagem e alimentação suficiente.

Debilitados, os animais desciam até o Rio Taquari em busca de água. Alguns ficavam presos nos barrancos e morriam sem conseguir sair. O caso passou a ser investigado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), que instaurou inquérito civil para apurar as condições do rebanho e cobrar providências.

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