Homem que matou ex-namorada na porta de funerária é condenado a 33 anos
Crime aconteceu em março de 2024 quando a vítima chegava para um velório e foi atingida por tiros no tórax
A Justiça de Três Lagoas condenou nesta quinta-feira (30) Pedro Henrique Amaral a 33 anos e 1 mês de prisão em regime fechado por matar Gilvanda de Paula e Silva. O crime aconteceu em 21 de março de 2024 quando a vítima foi perseguida quando chegava para um velório no Bairro Santa Luzia, na cidade a 327 quilômetros de Campo Grande.
RESUMO
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Pedro Henrique Amaral foi condenado a 33 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal do Júri de Três Lagoas pelo assassinato da ex-namorada Gilvanda de Paula e Silva e pela tentativa de feminicídio contra a ex-vereadora Maria Isabel Prates Oliveri, de 76 anos. O crime ocorreu em março de 2024 quando Pedro perseguiu a vítima no trânsito e atirou contra ela na chegada a um velório. Ele também foi condenado ao pagamento de indenizações às famílias.
O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri e presidido pelo juiz Rodrigo Pedrini. A acusação ficou a cargo do promotor Luciano Lara, enquanto a defesa foi conduzida pelos advogados Victor Tadeu Rocha Alves e José Pinheiro de Alencar Neto.
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A Justiça sentenciou Pedro pelo assassinato da ex-namorada e pela tentativa de feminicídio contra Maria Isabel Prates Oliveri. A mulher de 76 anos estava no banco do passageiro do carro da vítima e foi atingida por um tiro. O júri também o condenou pelo porte ilegal de arma de fogo.
A sentença também determina o pagamento de indenização de R$ 10 mil à família de Gilvanda de Paula e Silva e de R$ 5 mil à ex-vereadora.
Caso
De acordo com a investigação, Gilvanda foi perseguida pelo então namorado no trânsito enquanto seguia para a cerimônia. O relacionamento entre os dois era marcado por ciúmes excessivos e comportamento possessivo por parte do autor.
Ao chegar ao local, a vítima estacionou o carro e foi surpreendida por Pedro na janela do veículo. Ele sacou uma arma de fogo e efetuou um disparo no tórax de Gilvanda. Mesmo socorrida por pessoas que estavam nas proximidades, ela não resistiu e morreu ao dar entrada no hospital.
Durante a ação, a passageira do carro foi atingida por um tiro na perna esquerda e sobreviveu. Após o crime, o autor fugiu, mas acabou preso pouco tempo depois durante diligências da Polícia Militar.
Em depoimento na delegacia, Pedro afirmou estar arrependido pelo crime. Ele relatou que agiu sob forte emoção e mencionou o consumo de bebida alcoólica no dia do ocorrido, versão que foi considerada pelo júri, mas não afastou a responsabilidade penal pelos atos. O processo tramitou em sigilo.
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