Febre do K-pop reúne coletivo de dança para coreografia na Praça Ary Coelho
Formado por quase 20 integrantes, Enigma ensaia, grava vídeos e leva coreografias à cidade
Os passos sincronizados, tão famosos nos videoclipes de K-pop, saíram das telas e foram parar na Praça Ari Coelho. Na última semana, quase 20 integrantes do coletivo Enigma se reuniram no Centro de Campo Grande para gravar uma performance inspirada na cultura sul-coreana.
Criado a partir de um trio, o Enigma começou a dar os primeiros passos em 2023, quando as amigas Amanda, Yasmin e Laís passaram a participar de eventos ligados à dança K-pop na Capital. Aos poucos, o grupo ganhou novos integrantes e transformou uma parceria entre amigas em um coletivo.
A mudança começou a tomar forma em 2024, durante uma competição. Na época, as integrantes combinaram que, independentemente do resultado, transformariam o trio em um grupo maior. A conquista do primeiro lugar ajudou a colocar o plano em prática e abriu caminho para a chegada de novos dançarinos.
Hoje, o Enigma reúne cerca de 20 pessoas e os integrantes se encontram aos sábados para ensaiar, mas também utilizam espaços públicos da cidade para treinar, gravar vídeos e divulgar o trabalho.
Foi assim que a Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, virou cenário para uma das produções do coletivo. A fonte do local apareceu ao fundo enquanto os jovens dançavam uma coreografia inspirada no K-pop.
A ideia surgiu depois que o grupo procurou um lugar que combinasse com a proposta mais leve da música. Como já haviam gravado em estúdio, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, na Praça do Rádio Clube e na Concha Acústica do Parque das Nações Indígenas, os integrantes decidiram apostar em um dos cartões-postais do Centro.
“A gente estava pensando em onde poderia gravar. Aí eu falei: ‘Gente, e se a gente gravasse na Praça Ary Coelho?’. A gente até ficou com medo de chegar lá e a fonte não estar funcionando”, lembra Lorenzo Ian, integrante do coletivo.
A fonte estava ligada e ajudou a compor o cenário. Mesmo com o calor, a gravação foi marcada pela diversão e deixou no grupo a vontade de voltar à praça para produzir outros vídeos.
Os integrantes explicam que dançar K-pop envolve diferentes elementos. As coreografias misturam referências do hip-hop, dancehall, house e outros estilos urbanos. Figurinos, expressões faciais, interpretação e lip sync também fazem parte das apresentações.
“O K-pop não é exatamente um estilo de dança. Ele reúne elementos de vários estilos. A gente também trabalha a expressão e tenta passar a energia da pessoa que está interpretando”, explica Lorenzo.
Mesmo com o crescimento, os integrantes afirmam que ainda faltam eventos e oportunidades para a cena K-pop na Capital. Para manter o movimento ativo, os próprios grupos promovem encontros e criam espaços para que fãs e dançarinos possam se conhecer.
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